A apresentadora Sabrina Sato abriu o coração em entrevista recente à revista Glamour ao relembrar um dos períodos mais dolorosos de sua vida: a perda de dois bebês em sequência.
Em novembro do ano passado, ela e o ator Nicolas Prattes haviam anunciado a primeira gestação do casal, mas pouco tempo depois veio a notícia do aborto espontâneo. O que poucos sabiam é que, além dessa perda, Sabrina enfrentou outra gestação interrompida em 2024.

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“Falo disso com mais naturalidade agora, mas foi extremamente doloroso. Todo mundo só ficou sabendo de uma, mas perdi duas vezes. Passei por dois processos de internação e duas curetagens. Vivi o luto trabalhando”, revelou a apresentadora.
A dor das perdas, ainda que vivida em meio à exposição pública, foi encarada com força e resiliência — características que Sabrina tem demonstrado ao longo de sua trajetória pessoal e profissional.
Luto invisível e os efeitos da perda gestacional
As perdas gestacionais, especialmente em fases iniciais da gravidez, muitas vezes são silenciadas e vividas em particular. No caso de Sabrina, mesmo sendo uma figura pública, parte do sofrimento permaneceu longe dos holofotes.

O luto perinatal envolve não apenas a dor física e emocional da mulher, mas também o impacto psicológico no parceiro e na família.
Ela e Nicolas, que continuam juntos, lidaram com o luto de forma compartilhada. “Vivemos o luto juntos e com muita presença”, destacou. Sabrina também relatou que, no momento, decidiu se afastar da ideia imediata de uma nova tentativa de gestação, optando por dar um tempo a si mesma. “Vou congelar meus óvulos e esperar um pouco. Preciso de um tempo”, contou.
Sonho de ser mãe novamente continua, mas sem pressa
Apesar das perdas, o desejo de aumentar a família ainda está vivo. Sabrina deixou claro que ela e Nicolas ainda sonham com um filho juntos, mas optaram por não criar expectativas no momento.
A apresentadora destacou a importância do apoio emocional que tem recebido do parceiro, elogiando a maturidade e o cuidado de Nicolas durante o processo.

A decisão de congelar os óvulos mostra que, embora o plano de ter mais filhos tenha sido adiado, ele não foi descartado. Sabrina também mencionou que até mesmo sua filha, Zoe, deixou de falar sobre o desejo de ter um irmãozinho, mostrando que o luto afetou toda a família de formas diferentes.
Como funciona o congelamento de óvulos
O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação, é um procedimento que permite à mulher guardar seus óvulos para tentar uma gravidez no futuro. O processo começa com uma avaliação médica e exames hormonais. Depois, inicia-se uma estimulação ovariana: a mulher aplica medicamentos por cerca de 10 a 12 dias para que os ovários produzam vários óvulos ao mesmo tempo — bem mais do que em um ciclo natural.
Quando os óvulos atingem o tamanho ideal, é feita a punção ovariana, um procedimento rápido e indolor, realizado com sedação. O médico coleta os óvulos diretamente dos ovários com uma agulha fina guiada por ultrassom. Em seguida, os óvulos maduros são levados ao laboratório e passam por um processo de vitrificação, uma técnica de congelamento ultrarrápido que evita a formação de cristais de gelo e preserva a qualidade celular.
Os óvulos ficam armazenados em tanques de nitrogênio líquido, podendo permanecer congelados por muitos anos sem perda significativa de viabilidade. Quando a mulher decide engravidar, os óvulos são descongelados, fertilizados com o sêmen em laboratório e os embriões formados podem ser transferidos para o útero. É uma alternativa importante para quem deseja preservar a fertilidade.