Brasil, 2025 – O caso da morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, após um procedimento estético no Rio de Janeiro, ganhou repercussão nacional e abriu um debate sobre segurança em cirurgias realizadas em clínicas privadas.
A jovem morreu nesta segunda-feira (8) durante uma operação no Hospital Amacor, na Zona Oeste da cidade. A família acusa a equipe médica de negligência e clama por justiça, afirmando que não havia estrutura adequada para lidar com emergências.

Família aponta falhas no atendimento
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De acordo com os parentes, Marilha sonhava em realizar o procedimento estético, mas a alegria se transformou em tragédia. Eles relatam que, quando a paciente apresentou complicações, os próprios médicos acionaram o SAMU, em vez de iniciar imediatamente manobras de reanimação. Para a família, isso mostra que a clínica não estava preparada para emergências, o que teria contribuído para o desfecho fatal.
O clima de revolta se intensificou com a notícia de que a vítima buscava melhorar sua autoestima e não apresentava problemas de saúde graves. Amigos e familiares se mobilizam agora em busca de responsabilização da equipe médica envolvida.
Versão da clínica Amacor
Em nota, o Hospital Amacor lamentou a morte da paciente, mas afirmou que atua como uma “One Day Clinic”, oferecendo apenas a infraestrutura para médicos terceirizados realizarem os procedimentos. A instituição declarou que o centro cirúrgico possui equipamentos necessários, como desfibrilador e carrinho de parada cardiorrespiratória.
Ainda segundo o comunicado, as manobras de ressuscitação foram iniciadas imediatamente após a complicação, seguindo protocolos médicos. Essa versão contrasta diretamente com o que foi relatado pelos familiares de Marilha, criando um impasse que agora será analisado pela polícia.
Investigação e repercussões
O caso foi registrado inicialmente na 35ª DP e depois encaminhado à Delegacia do Consumidor (Decon), responsável por investigar possíveis falhas no serviço. A Polícia Civil irá apurar as duas versões para verificar se houve negligência médica ou falha estrutural no atendimento.
O SAMU confirmou que foi chamado para o hospital às 18h13 e tentou reanimar a paciente, mas ela não resistiu. A tragédia levanta reflexões sobre a fiscalização de clínicas que oferecem procedimentos estéticos, a responsabilidade das equipes médicas e a necessidade de maior transparência na prestação desse tipo de serviço.
Enquanto a investigação avança, familiares e amigos de Marilha exigem respostas. A morte precoce da jovem, que buscava realizar um sonho, reacende o debate sobre os riscos envolvidos em cirurgias estéticas e o quanto a segurança deve estar acima da estética em qualquer situação.