Homem Morre Atropelado Enquanto Caminhava Na Estrada Cumprindo Promess…Ver mais

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Brasil, 2025 — A fé e a devoção que movem romarias e peregrinações a pé em todo o país muitas vezes dividem espaço com os riscos das estradas brasileiras. A ausência de estrutura adequada para pedestres em rodovias coloca os fiéis diante de perigos constantes, e foi nesse contexto que o jovem José Lucas Amaral Silva, de 26 anos, perdeu a vida durante uma caminhada religiosa em Minas Gerais.

Natural de São Gonçalo do Pará, José Lucas participava pela primeira vez de uma romaria a pé até Leandro Ferreira, cidade que abriga o túmulo do padre Libério, figura de grande devoção na região Centro-Oeste mineira. A jornada, marcada pela fé, acabou interrompida tragicamente quando o grupo de romeiros seguia pela BR-262, em Nova Serrana.

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José Lucas caminhava pelo acostamento quando foi atingido por uma motocicleta conduzida por um jovem de 27 anos, que não possuía habilitação. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante a abordagem foram encontradas drogas com o motociclista — cinco unidades de cocaína e quatro porções de crack. Ele também ficou gravemente ferido e segue internado no mesmo hospital para onde a vítima foi levada, mas não resistiu.

A caminhada da fé e a memória de José Lucas

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A romaria tinha como objetivo renovar a fé e pagar promessas. Segundo o tio da vítima, Ricardo Rodrigues, desde 2017 o grupo realizava a peregrinação, geralmente a cavalo. Este ano, decidiram pela primeira vez seguir o trajeto a pé, experiência que acabou marcada pela tragédia.

Antes da partida, os romeiros chegaram a registrar o momento nas redes sociais com a legenda “caminhada da fé”, sem imaginar que o percurso terminaria em dor e luto. José Lucas foi descrito por familiares como um jovem generoso, sempre disposto a ajudar. Emocionado, o tio destacou: “Ele era muito intenso, ajudava todo mundo. Talvez por isso o tempo dele tenha sido mais curto, porque cumpriu sua missão ajudando muita gente.”

Reflexão sobre fé, risco e segurança nas romarias

O caso agora é investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente e a responsabilidade do condutor da motocicleta. Para além da tragédia pessoal, o episódio reacende o debate sobre a segurança em peregrinações a pé no Brasil. Caminhar em acostamentos de rodovias sem proteção coloca os fiéis em constante vulnerabilidade, principalmente diante do tráfego intenso e da imprudência de motoristas. Especialistas defendem que medidas de prevenção sejam reforçadas, como o uso de escoltas, sinalização adequada e rotas alternativas, de forma a preservar vidas durante manifestações de fé.

A morte de José Lucas Amaral Silva simboliza o quanto a devoção pode se chocar com a dura realidade das estradas brasileiras. Sua trajetória, lembrada pela solidariedade e intensidade com que viveu, deixa uma mensagem de amor e dedicação ao próximo, mas também um alerta para que futuras romarias contem com mais segurança e cuidado.

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