Lut0: Mulher Morre Após Receber Presente de Clínica de Emagre…Ver mais

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Um procedimento estético que parecia simples terminou em tragédia e está sendo investigado pelas autoridades no litoral paulista. A morte de Luana dos Santos Anastácio, de 40 anos, no Guarujá (SP), ganhou repercussão nesta última semana depois que detalhes sobre o caso vieram a público.

Segundo o marido da vítima, Mizael Souza Anastácio, a esposa faleceu três dias após ter recebido a aplicação de enzimas como “brinde” em uma clínica de emagrecimento. A acusação levantada pela família aponta negligência médica por parte da unidade.

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Aplicação substituiu tratamento suspenso

De acordo com Mizael, Luana fazia uso do medicamento Mounjaro, voltado ao emagrecimento. No dia 29 de agosto, a clínica Emagrecentro, onde realizava o acompanhamento, teria ficado sem o remédio e ofereceu a aplicação de enzimas como alternativa, apresentada como cortesia. Poucas horas depois do procedimento, Luana passou a se sentir mal.

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Ainda segundo o marido, o estado de saúde da mulher se deteriorou rapidamente: primeiro vieram os enjoos e a febre, depois vômitos, sangramentos e manchas roxas pelo corpo. No dia seguinte, a situação se agravou e ela precisou ser levada às pressas para a UTI de um hospital em Santos. Mesmo com os esforços médicos, Luana não resistiu e morreu no dia 1º de setembro.

A clínica, por meio de nota, lamentou a morte, mas negou qualquer ligação com a aplicação das enzimas. A empresa atribuiu o óbito a uma doença autoimune já diagnosticada na paciente, a retocolite ulcerativa.

Versões divergentes sobre a causa da morte

Mizael discorda da versão apresentada pela clínica. Ele afirma que a esposa também sofria de plaquetopenia, condição que compromete a coagulação sanguínea, e acredita que a aplicação das enzimas sem uma avaliação clínica adequada possa ter agravado uma hemorragia interna, levando à morte.

“O procedimento foi oferecido sem análise detalhada da saúde da minha esposa. Eu acredito que isso tenha desencadeado a piora”, declarou. Para ele, a sequência dos sintomas deixa claro que o quadro foi provocado pelo procedimento estético.

A divergência entre as versões torna a investigação ainda mais delicada. A Polícia Civil de Guarujá abriu inquérito e registrou o caso como morte suspeita.

Polícia aguarda laudos do IML

No momento, os investigadores aguardam os resultados dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa exata da morte. Só após os exames será possível esclarecer se o procedimento teve influência direta no falecimento ou se a doença preexistente foi determinante.

Enquanto isso, o marido busca por justiça e faz um alerta à população sobre os riscos de procedimentos estéticos realizados sem acompanhamento médico adequado. O caso expõe novamente os debates em torno da segurança desses tratamentos e da necessidade de fiscalização rigorosa em clínicas de estética.

A morte de Luana, que deveria ser apenas mais uma etapa em seu processo de emagrecimento, agora se transforma em uma investigação que pode ter desdobramentos importantes para a área da saúde estética no país.

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