Tristeza e dor: Menina de seis anos m0rre ao voltar do culto e ser atingi…Ver mais

0

A dor de perder uma criança é algo que o tempo não cura. É como se o mundo parasse de repente, o ar faltasse e tudo ao redor perdesse o sentido. Essa é a dor que hoje dilacera o coração da família de Cecília Cândido Duarte, de apenas sete anos, vítima de um crime que abalou a tranquilidade de São José de Mipibu, na região metropolitana de Natal (RN).

Na noite de sábado, 25 de outubro, Cecília voltava para casa ao lado do padrasto, após participar de um culto religioso. O carro em que estavam seguia pela estrada entre Nísia Floresta e São José de Mipibu, quando foi surpreendido por quatro homens armados que saíram do matagal. Diante da ameaça, o motorista não parou, e o veículo acabou sendo alvejado por diversos disparos.

Publicidade

O momento da tragédia e a dor de uma família destruída

Um dos tiros atravessou a lataria e atingiu Cecília, que estava no banco de trás. O padrasto só percebeu o ferimento quando já se aproximava de casa. Desesperado, levou a menina até a UPA de São José de Mipibu, onde ela recebeu atendimento de emergência, mas não resistiu ao ferimento — o tiro havia atingido o pulmão.

Publicidade

A notícia da morte se espalhou rapidamente pela cidade, provocando comoção e revolta. Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram a perda da menina, descrita como uma criança alegre, carinhosa e cheia de sonhos. A Prefeitura de São José de Mipibu emitiu uma nota de pesar, prestando solidariedade à família e pedindo forças divinas para enfrentar o luto.

Enquanto isso, as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que tenta identificar os autores do ataque. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e a principal linha de apuração é de que o crime tenha sido uma tentativa de assalto ou uma abordagem criminosa frustrada.

Cidade em silêncio e o pedido por justiça

A tragédia transformou o cotidiano de São José de Mipibu. O silêncio tomou conta das ruas, das escolas e das igrejas onde Cecília costumava estar presente. Professores e colegas de turma prestaram homenagens e acenderam velas em memória da menina, que agora é lembrada nas orações e nas conversas cheias de saudade.

Moradores afirmam que a violência na região tem aumentado e pedem mais segurança nas estradas e nas áreas próximas às comunidades rurais. O caso reacendeu o debate sobre a sensação de insegurança que atinge famílias que vivem entre as pequenas cidades da Grande Natal.

Em meio à dor, a cidade se veste de luto, mas também de esperança — esperança de que a justiça seja feita, de que os responsáveis sejam encontrados e de que nenhuma outra família precise viver o mesmo sofrimento. Cecília, símbolo de pureza e alegria, agora descansa, deixando em todos o desejo de que o amor e a paz voltem a ser o caminho seguro de quem apenas quer chegar em casa.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.