Polícia Confirma 100 M0rtes em Operação no Rio, estava a atriz…Ver mais

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A operação conjunta das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, realizada nesta terça-feira (28), entrou para a história como a mais letal já registrada no estado do Rio de Janeiro.

Segundo o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, foram 121 mortos, entre eles quatro policiais e 117 suspeitos classificados como “narcoterroristas”. A ação, que durou mais de 12 horas, envolveu intensos confrontos, apreensões e resultou em uma série de questionamentos sobre o balanço real das vítimas.

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Logo após os tiroteios, moradores das comunidades começaram a recolher corpos encontrados na mata e nas vielas, levando-os até a praça principal da Penha, na tentativa de facilitar a identificação.

De acordo com relatos, 74 corpos foram carregados por moradores até o local, a maioria deles retirada da região conhecida como Vacaria, no alto da Serra da Misericórdia, área que separa os dois complexos e que se tornou o epicentro dos confrontos entre o Comando Vermelho (CV) e as forças do Estado. As imagens da população transportando os corpos provocaram comoção e reacenderam o debate sobre o uso excessivo da força em operações policiais.

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Números desencontrados e versões contraditórias

As informações oficiais apresentadas pelo governo e pelas forças de segurança foram modificadas diversas vezes em menos de 24 horas. Inicialmente, o governador Cláudio Castro (PL) havia confirmado 58 mortos, sendo 54 classificados como criminosos e quatro policiais.

Na noite de terça-feira, o balanço divulgado pelo governo falava em 64 vítimas fatais, das quais quatro eram agentes públicos. Já na manhã de quarta-feira (29), o número voltou a ser reduzido para 58, sem explicações claras sobre a discrepância.

Enquanto isso, o secretário da Polícia Civil atualizou os dados à tarde, afirmando que 121 mortes foram contabilizadas, número que inclui os corpos levados por moradores e aqueles localizados posteriormente na mata. A diferença entre as versões oficiais e os relatos das comunidades gerou críticas de entidades de direitos humanos e levantou dúvidas sobre a transparência das informações.

Moradores denunciam caos e pedem investigação

Testemunhas relataram momentos de terror e desespero durante a operação. Muitos afirmaram ter passado horas escondidos dentro de casa, sem energia elétrica e com dificuldade de acesso a hospitais. Diversos vídeos publicados nas redes sociais mostram moradores clamando por socorro e pedindo o fim dos tiroteios.

O Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio ficou inteiramente dedicado ao recebimento e identificação dos corpos, segundo nota da Secretaria de Segurança Pública. A perícia agora tenta determinar se todos os mortos estavam, de fato, relacionados aos confrontos da operação.

Além dos óbitos, o balanço da Polícia Civil aponta 113 prisões, sendo 33 de suspeitos vindos de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco. As forças de segurança classificaram a ação como um “duro golpe contra o crime organizado”, mas, para os moradores da Penha e do Alemão, o saldo é de luto, medo e indignação — uma marca dolorosa na história recente do Rio de Janeiro.

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