A morte de Barbara Jankavski Marquez, mais conhecida como a “Barbie Humana”, abalou as redes sociais e despertou uma onda de perplexidade entre fãs e seguidores. Encontrada sem vida em sua residência na Zona Oeste de São Paulo, no último domingo, 2 de novembro, a influenciadora de 28 anos era conhecida por sua aparência incomum e pelas 27 cirurgias plásticas que moldaram seu rosto e corpo ao estilo da famosa boneca da Mattel.

Uma vida moldada pela aparência
Com mais de 340 mil seguidores no TikTok e presença marcante no Instagram, Barbara construiu sua imagem com base em um ideal estético que ela chamava de “perfeição desumana”. Sua trajetória nas redes começou como uma busca por autoestima, mas rapidamente se transformou em um fenômeno digital. Em entrevistas, ela dizia “ter nascido para ser uma boneca de verdade” e defendia o direito de cada pessoa modificar o corpo como quisesse.
O público, no entanto, sempre se dividiu entre admiração e crítica. Enquanto muitos a viam como símbolo de empoderamento e coragem, outros apontavam os riscos do excesso de intervenções estéticas e da pressão imposta pela busca incessante pela beleza. O contraste entre a imagem exuberante e as declarações mais vulneráveis da influenciadora deixava evidente o peso emocional que ela carregava por trás das câmeras.
A noite do ocorrido e as primeiras suspeitas
Segundo informações da Polícia Civil, o corpo de Barbara foi encontrado por volta das 21h de domingo, dentro de um sobrado na Rua Sepetiba, bairro da Lapa. No local, estavam um defensor público de 51 anos e uma amiga dele, que afirmaram ter contratado os “serviços” da influenciadora.
O homem relatou que todos haviam feito uso de substâncias ilícitas e que, em determinado momento, Barbara começou a passar mal e acabou adormecendo. Quando notou que ela não se movia mais, ele acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito no local.
A morte foi registrada como “suspeita”, uma vez que o corpo apresentava ferimentos no olho e nas costas. Exames necroscópicos e toxicológicos estão sendo realizados para determinar se houve overdose, violência ou outro fator que tenha contribuído para o falecimento. A investigação segue sob a responsabilidade do 7º Distrito Policial da Lapa, em São Paulo.
Reflexão sobre os bastidores da fama digital
A partida repentina da influenciadora abre espaço para reflexões mais profundas sobre a pressão estética, o impacto psicológico das redes sociais e os limites da autoimagem. Barbara, que se autodenominava “Boneca Desumana”, transformou a dor em espetáculo e a aparência em bandeira. No entanto, por trás das luzes, likes e cirurgias, havia uma mulher em busca de aceitação — algo que nem a fama, nem a beleza conseguiram suprir totalmente.
Enquanto fãs lamentam a perda e inundam as redes com homenagens, o caso segue cercado de mistérios. A história de Barbara Jankavski Marquez é um retrato doloroso dos tempos atuais: um mundo em que a busca pela perfeição, muitas vezes, cobra um preço alto demais.