Atitude de Namorado no Velório de Jovem M0rta no Rio Assustou a Todos: ‘Puxou…Ver mais

0

O que seria uma simples transação comercial se transformou em uma tragédia em Sapopemba, na zona leste de São Paulo. A jovem Beatriz Munhoz, de 20 anos, foi morta com um tiro na cabeça durante um assalto na tarde do último sábado, 1º de novembro, enquanto acompanhava o pai e o namorado em uma negociação de venda de um drone avaliado em R$ 27 mil. O caso gerou comoção e indignação, reacendendo o debate sobre segurança em transações feitas pela internet.

A emboscada que terminou em tragédia

Publicidade

De acordo com o relato de Leonardo Silva, namorado da vítima, a negociação parecia legítima. O trio — Leonardo, Beatriz e o pai dela, Lucas Munhoz — saiu de Sorocaba rumo à capital paulista para concluir a venda do equipamento. O suposto comprador havia feito contato pela internet, alegando trabalhar com drones e mapeamento aéreo.

Ao chegarem ao ponto combinado, foram surpreendidos por dois homens em uma moto sem placa. Leonardo e Lucas desceram do carro para entregar o equipamento, enquanto Beatriz permaneceu no banco do passageiro. Em segundos, os criminosos anunciaram o assalto e, mesmo sem reação da família, um dos suspeitos atirou contra a jovem, que tentou proteger o pai e o namorado.

“Eles nem sabiam que tinha gente dentro do carro. Entregamos tudo e, mesmo assim, deram o tiro. Eles só queriam o drone”, contou Leonardo, em entrevista ao SBT.

Desespero, luta pela vida e clamor por justiça

Publicidade

Beatriz foi socorrida e levada em estado crítico ao Hospital Estadual de Sapopemba, onde morreu horas depois, apesar dos esforços da equipe médica. Câmeras de segurança registraram o momento do ataque: os criminosos usavam uma bolsa térmica de entregador de aplicativo, disfarce frequentemente utilizado em assaltos na região.

A Polícia Civil localizou uma motocicleta com as mesmas características da usada pelos suspeitos e já identificou um dos envolvidos, mas até o momento ninguém foi preso. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O pai da vítima, profundamente abalado, fez um desabafo nas redes sociais:

“A gente foi vítima de um assalto. Entregamos tudo e mesmo assim atiraram na cabeça dela. Isso não pode acontecer com outros pais”, lamentou Lucas Munhoz, pedindo mais segurança e ações efetivas do governo contra a criminalidade.

Dor, luto e alerta sobre transações online

O velório e o sepultamento de Beatriz ocorreram nesta segunda-feira (3), no Cemitério da Consolação, em Sorocaba, sob forte comoção de familiares e amigos. A jovem cursava farmácia, sonhava em casar e ter filhos com Leonardo, com quem mantinha um relacionamento há três anos.

O crime reacende um alerta sobre os riscos de negociações online, especialmente envolvendo produtos de alto valor. Especialistas em segurança recomendam que transações desse tipo sejam feitas em locais públicos e com apoio policial, já que criminosos têm se aproveitado de aplicativos e redes sociais para armar emboscadas.

Enquanto a família tenta se reerguer em meio à dor, a morte de Beatriz Munhoz se torna mais um símbolo da violência urbana que transforma sonhos em luto e expõe a fragilidade de quem busca oportunidades em um país ainda refém do medo.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.