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Em apenas um minuto, a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, viveu um dos momentos mais trágicos de sua história. Um tornado com ventos de até 250 km/h atingiu o município na noite de sexta-feira (7), destruindo quase tudo o que encontrou pela frente. O fenômeno deixou seis mortos — cinco moradores locais e uma vítima em Guarapuava, cidade vizinha.

Foi questão de 1 minuto, terminou tudo, acabou tudo”, relatou um morador que perdeu a casa recém-reformada ao Jornal Nacional, da TV Globo. O relato resume o desespero vivido por milhares de pessoas que, em poucos instantes, viram suas casas, memórias e sonhos serem levados pelo vento.

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“Parecia uma cena de guerra”

A força dos ventos foi tão intensa que derrubou 90% das construções da cidade, arrastou veículos, arrancou telhados e espalhou destroços por todos os lados. Com uma população estimada em 14 mil habitantes, mais de 11 mil pessoas foram afetadas diretamente, e pelo menos 750 ficaram feridas.

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Sobreviventes descrevem o cenário como algo indescritível, comparando o que viram a um campo de batalha. “Eu não sei o que aconteceu em Rio Bonito do Iguaçu, mas parece uma cena de guerra”, disse um morador, ainda atônito diante da destruição. Casas, comércios, escolas e prédios públicos foram reduzidos a escombros. No pátio da Prefeitura, ônibus e carros foram arrastados pelo vento.

Histórias de dor e despedida

Entre as vítimas, está Júlia Kwapis, de 14 anos, que estava na casa de uma amiga quando foi arrastada pelo tornado. A mãe da adolescente relatou o desespero dos últimos momentos. “Foi muito desesperador. Ela foi arremessada, foi tudo muito rápido”, contou, entre lágrimas.

As outras vítimas foram identificadas como Adriane Maria de Moura, de 47 anos; Jurandir Nogueira Ferreira, de 49, atingido por um poste; José Gieteski, de 83, arremessado junto com a própria casa; e Claudino Paulino Risse, de 57, encontrado sob os destroços. Em Guarapuava, o tornado fez uma sexta vítima: José Neri Geremias.

Os relatos dos familiares refletem a dor e a impotência diante da tragédia. “A gente fica sem chão, sem palavras. Ela era nosso pilar”, lamentou o irmão de Adriane, emocionado ao relembrar os momentos antes da tempestade.

“O mais importante é a vida”

Após o tornado, a cidade ficou sem energia elétrica, água e comunicação. Sete torres de energia foram derrubadas e os sinais de celular e internet permanecem instáveis, dificultando o socorro às vítimas e a comunicação entre familiares.

Autoridades locais e equipes de resgate continuam trabalhando para reestabelecer os serviços essenciais e oferecer abrigo aos desabrigados. Apesar da destruição, a solidariedade tem se tornado a força de quem sobreviveu. “Perdemos tudo, mas o mais importante é a vida. A gente vai reconstruir”, disse um morador, abraçando os vizinhos em meio aos escombros.

A tragédia em Rio Bonito do Iguaçu entra para a história como um dos desastres naturais mais devastadores já registrados no Paraná, lembrando a todos que, diante da força da natureza, a união e a esperança são as maiores formas de resistência.

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