A cidade de Osasco, na Grande São Paulo, foi tomada pela comoção e revolta após o assassinato da promotora de eventos Amanda Caroline de Almeida, de 31 anos. Segundo a Polícia Civil, o crime foi cometido por seu ex-marido, Carlos Eduardo de Souza Ribeiro, de 35, com quem ela teve três filhos.
O homem confessou ter matado a ex-companheira por asfixia e jogado o corpo no Rio Tietê, com a ajuda do próprio irmão, que também foi preso por participação na ocultação do cadáver.
As buscas pelo corpo de Amanda foram retomadas pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta sexta-feira (23), com apoio de duas embarcações e acompanhamento de investigadores do 4º Distrito Policial de Osasco, responsável pelo caso. O trabalho se concentra no reservatório da barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, região metropolitana de São Paulo. Até o final da manhã, o corpo ainda não havia sido localizado, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).

Desaparecimento e investigações que levaram à prisão
Amanda Caroline havia desaparecido na manhã de segunda-feira (19). No domingo anterior, ela havia saído com uma amiga e deixado os três filhos — de 14, 7 e 5 anos — na casa do pai. Segundo relatos, a última vez em que foi vista com vida foi quando um amigo a deixou nas proximidades da residência onde as crianças estavam. Antes de descer do carro, Amanda notou o veículo do ex-marido parado em frente à casa e pediu para ser deixada um pouco mais adiante, demonstrando receio de um possível confronto.
Com o desaparecimento, familiares registraram boletim de ocorrência e a polícia iniciou as buscas. Em um primeiro momento, Carlos Eduardo negou envolvimento, dizendo que tinha ido ao local apenas para ver os filhos.
No entanto, imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores mostraram o homem colocando o que seria o corpo da ex-mulher no porta-malas do carro, na noite em que ela sumiu. O veículo foi apreendido e passou por perícia, o que levou o suspeito a confessar o assassinato.
O crime e a busca por justiça
De acordo com o relato de Carlos, o casal teve uma discussão que terminou de forma trágica. Ele admitiu ter apertado o pescoço de Amanda até que ela parasse de respirar. O irmão do suspeito, que ajudou a esconder o corpo, também foi detido. Após o crime, ambos dirigiram até uma área de mata próxima à rodovia Castello Branco, em Osasco, onde o corpo foi lançado no Rio Tietê.
O relacionamento de Amanda e Carlos durou cerca de 16 anos, e as brigas eram constantes, segundo pessoas próximas. Agora, o ex-marido responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, enquanto a participação do irmão ainda é investigada.
O caso reacende o debate sobre a violência doméstica e os feminicídios no Brasil, crimes que continuam a crescer mesmo com os avanços legais. A tragédia de Amanda Caroline se soma a tantas outras histórias de mulheres que perderam a vida por aqueles que deveriam protegê-las.