O Japão voltou a viver momentos de tensão neste domingo (9) após um terremoto de magnitude 6,7 atingir a costa nordeste do país. O tremor foi registrado às 17h03, no horário local (5h03 em Brasília), com epicentro próximo à costa de Sanriku, cerca de 590 quilômetros ao norte de Tóquio.
O governo japonês rapidamente emitiu um alerta de tsunami, orientando a evacuação de milhares de moradores das regiões litorâneas. Apesar da força do abalo, até o momento não há registro de feridos ou danos estruturais graves.
De acordo com informações da Agência Meteorológica do Japão (JMA), o fenômeno foi sentido em diversas províncias do norte do país, especialmente em Iwate, Miyagi e Fukushima, áreas historicamente afetadas por grandes tsunamis. O abalo sísmico provocou ondas que chegaram a ser observadas em pontos da costa, com previsão de altura máxima de até um metro, segundo a emissora estatal NHK.

População é orientada a evacuar e permanecer longe da costa
A cidade de Ofunato, localizada na província de Iwate, foi uma das primeiras a emitir ordens de evacuação, orientando mais de 6 mil moradores das áreas costeiras a deixarem suas casas e seguirem para abrigos em locais mais altos. Outras cidades próximas também seguiram o mesmo protocolo, temendo a elevação súbita do nível do mar.
A primeira-ministra Sanae Takaichi fez um pronunciamento nas redes sociais pedindo calma, mas reforçando a importância de deixar imediatamente as regiões próximas ao mar. “O tsunami poderá ser maior do que o esperado. Por favor, saiam da costa e sigam para locais seguros. Há também a possibilidade de réplicas”, afirmou a líder japonesa em publicação no X (antigo Twitter).
As autoridades alertaram que tremores secundários podem ocorrer nas próximas horas ou dias, o que exige vigilância constante. A JMA reforçou a orientação para que os moradores evitem ir a praias, portos ou áreas de pesca enquanto o alerta estiver em vigor. O país mantém equipes de resgate e monitoramento em prontidão, com drones e embarcações avaliando possíveis alterações na linha costeira.
Região instável e memória de desastres passados
O Japão é um dos países mais preparados do mundo para lidar com terremotos, mas também um dos mais vulneráveis devido à sua localização geográfica. O arquipélago está situado sobre o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma região que concentra 90% dos terremotos do planeta. A intensa movimentação de placas tectônicas faz com que o território japonês registre centenas de tremores todos os anos, alguns com potencial destrutivo.
Os alertas atuais evocam lembranças do tsunami de 2011, que devastou cidades inteiras e causou o desastre nuclear de Fukushima, reforçando a necessidade de protocolos rigorosos. Apesar da magnitude elevada do tremor deste domingo, os especialistas afirmam que a profundidade e o local do epicentro reduziram o risco de grandes destruições.
Até o fim da tarde, o alerta de tsunami permanecia ativo e as autoridades pediam que a população mantenha a calma, siga as instruções oficiais e evite qualquer retorno prematuro às áreas costeiras.