A tranquilidade de um bairro do município de Otacílio Costa, na região serrana de Santa Catarina, foi quebrada na madrugada desta quarta-feira, 12 de novembro, após uma sequência de disparos que deixou três pessoas mortas, entre elas uma criança de cinco anos. O caso, que segue em investigação, é tratado pela polícia como duplo homicídio seguido de suicídio.
Moradores relataram ter ouvido tiros por volta das 2h da manhã e acionaram as autoridades. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram uma cena devastadora: a mulher Sabrina da Silva Souza, de 35 anos, estava caída na sala, atingida por disparos de arma de fogo. Em outro cômodo, foi localizada a filha dela, também morta a tiros.

Investigação aponta possível crime familiar seguido de suicídio
Durante a perícia, os agentes encontraram cápsulas deflagradas e uma arma calibre 9 mm, que teria sido usada no crime. Em outro ponto da residência, um homem de 46 anos — companheiro de Sabrina e pai da criança — foi encontrado ferido, ainda com sinais vitais. Ele foi socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu.
Com base nas evidências iniciais e na análise da cena, os investigadores tratam o caso como um duplo homicídio seguido de suicídio, hipótese reforçada pela posição dos corpos e pela arma encontrada próxima ao homem. O imóvel foi isolado e passou por uma varredura detalhada por equipes da Polícia Científica.
A tragédia mobilizou vizinhos, equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Polícia Civil e Instituto Médico Legal (IML). A escola frequentada pela menina suspendeu as aulas de sua turma como forma de luto e solidariedade à família.
Tragédia levanta alerta sobre violência doméstica e prevenção
O caso reacendeu debates sobre o avanço da violência doméstica e familiar, especialmente em cidades pequenas, onde as redes de apoio e denúncia muitas vezes são frágeis. Segundo especialistas, a presença de armas de fogo em ambientes residenciais aumenta significativamente o risco de desfechos fatais em situações de conflito emocional.
Autoridades reforçaram a importância de buscar ajuda psicológica e orientação profissional em casos de tensão familiar, e de recorrer a canais de denúncia disponíveis, como o Disque 180, voltado a mulheres em situação de violência, e o 190, para emergências imediatas.
A polícia ainda apura os detalhes da motivação e da dinâmica do crime, mas o episódio já é tratado como uma das ocorrências mais trágicas da região nos últimos meses. A comoção entre moradores permanece evidente, e a cidade de Otacílio Costa amanheceu sob o impacto de uma violência que transformou o silêncio da madrugada em luto coletivo.