Mais de uma década após o crime que chocou o país, o nome de Eliza Samudio voltou a circular em meio a uma possível reviravolta nas investigações sobre o paradeiro de seu corpo. O ex-delegado Jorge Lodello declarou recentemente que o corpo da modelo estaria enterrado em uma área de mata na cidade de Vespasiano, em Minas Gerais, nas proximidades de onde morava o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola — também condenado pelo crime.
Segundo Lodello, o local ainda não teria sido completamente explorado nas buscas anteriores. Ele afirmou que há fortes indícios de que Bola tenha enterrado o corpo de Eliza no terreno quando teve oportunidade, mas até hoje, o corpo nunca foi encontrado. As declarações reacenderam o interesse público e a esperança da família da modelo em obter uma resposta definitiva.

Goleiro Bruno segue jogando em torneios amadores e pode receber premiação
Enquanto novas informações sobre o caso vêm à tona, o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo sequestro e assassinato de Eliza Samudio, continua levando uma vida discreta fora dos holofotes. Desde que obteve o direito ao regime semiaberto em 2019, ele tenta reconstruir a carreira no futebol, mas sem o mesmo prestígio de quando atuava pelo Flamengo.
Aos 40 anos de idade, Bruno agora veste a camisa do Independente de Mato Escuro, time que disputa um torneio amador em São João da Barra, no Rio de Janeiro. O clube, que atualmente lidera a competição, pode receber um prêmio de até R$ 4.700 caso conquiste o título. As premiações menores, destinadas às demais posições, variam entre R$ 2.300 e R$ 4.700.
O valor, ainda que simbólico diante do passado milionário do jogador, chamou atenção pela coincidência: enquanto o país comenta a possibilidade de novas buscas pelo corpo de Eliza, Bruno segue jogando e podendo ser premiado em competições locais.
Vida discreta e tentativas de recomeço após o escândalo
Após deixar o sistema prisional, Bruno enfrentou resistência de clubes profissionais e protestos de torcedores contrários à sua contratação. Sem espaço nas grandes equipes, passou a atuar em times pequenos e campeonatos regionais, mas sem alcançar estabilidade.
Fora dos gramados, ele também buscou outras fontes de renda, chegando a trabalhar como carregador de móveis e prestador de serviços autônomos. Mesmo assim, seu nome volta e meia retorna às manchetes sempre que o caso Eliza Samudio ganha novos desdobramentos.
A recente fala do ex-delegado reacendeu a dor da família de Eliza, que ainda luta por justiça e por um desfecho digno para o caso. Enquanto isso, o goleiro condenado tenta seguir a vida longe do cenário profissional, em meio a torneios de pequeno porte e a uma trajetória que jamais se desvinculou do crime que o marcou para sempre.