Brasil, 2025 — A morte de Paloma Granada, de 30 anos, encontrada boiando na piscina de uma suíte de alto padrão no Motel Astúrias, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, segue cercada de dúvidas e alimentando discussões nas redes sociais.
O caso, registrado como morte suspeita, permanece sob investigação da Polícia Civil e tem revelado uma série de circunstâncias que levantam ainda mais questionamentos sobre o que aconteceu na noite anterior ao achado do corpo.

A noite no motel, as idas e vindas do empresário e o corpo encontrado pela equipe
Segundo o registro policial, Paloma chegou ao motel na noite de quinta-feira (31), por volta das 22h, acompanhada de um empresário de 37 anos. Cerca de uma hora depois, o homem deixou o local sozinho, com autorização da jovem, segundo relato dos funcionários. O que aconteceu no período em que ficou fora ainda não foi esclarecido.
Ele retornou horas depois, mas dessa vez acompanhado de outra mulher. A atitude chamou atenção da equipe do motel, que registrou a movimentação incomum e informou que os dois deixaram a suíte sem mencionar a presença de Paloma. Durante a madrugada e início da manhã, a ausência de contato da cliente gerou preocupação entre os funcionários, que decidiram abrir a porta do quarto para verificar se ela precisava de algo.
Ao entrar na suíte, encontraram o corpo de Paloma boiando na piscina interna. Ela vestia roupas e havia sinais de consumo de bebidas alcoólicas no quarto, incluindo garrafas de vinho, cerveja e licor. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas constatou que a jovem já estava sem vida.
A Polícia Civil também foi chamada e iniciou imediatamente a coleta de informações. A equipe solicitou exames toxicológicos, sexológicos e o levantamento de material sob as unhas da vítima, procedimento comum em casos em que não se descarta a possibilidade de defesa ou agressão. As imagens das câmeras de segurança do motel já foram requisitadas para análise do passo a passo da movimentação dos envolvidos ao longo da noite.
A investigação, o comportamento do acompanhante e a repercussão nas redes sociais
O empresário de 37 anos que estava com Paloma foi localizado e prestou depoimento, mas não foi preso. A polícia informou que, até o momento, não há elementos suficientes para apontar crime, mas o comportamento do homem — especialmente o fato de retornar ao motel com outra mulher — se tornou um dos pontos centrais da apuração. A investigação segue sob responsabilidade do 14º Distrito Policial (Pinheiros), que aguarda os laudos periciais para definir as próximas etapas.
Enquanto isso, nas redes sociais, o caso ganhou grande repercussão. O perfil de Paloma, com fotos de viagens, praias e momentos de lazer, chamou atenção dos internautas. Muitos acreditavam que ela pudesse ser influenciadora digital, mas amigos afirmaram que ela era discreta e reservada, apesar do gosto por registrar suas experiências.
A morte inesperada gerou uma onda de homenagens e pedidos de justiça. Familiares e conhecidos evitam especulações, mas esperam respostas rápidas e claras sobre o que levou Paloma à morte dentro de uma suíte de luxo em circunstâncias tão nebulosas.
Até o momento, a polícia trabalha com diferentes linhas de investigação, incluindo mal súbito, afogamento acidental e possibilidade de envolvimento de terceiros. Os próximos laudos serão decisivos para esclarecer uma morte que, por enquanto, permanece envolta em mistério.