O ChatGPT disse:
Brasil, 2025 — A Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva a detenção do pastor e engenheiro de 45 anos acusado de envolvimento na morte de Luane Costa da Silva, mulher trans de 27 anos. O caso, que ocorreu dentro de um quarto de motel em Santos, no litoral paulista, segue sendo tratado como morte suspeita, enquanto a Polícia Civil aguarda laudo necroscópico para determinar a causa exata do óbito.

A morte no motel, a prisão preventiva e as contradições no depoimento
Luane foi encontrada morta em uma suíte do Motel localizado na Avenida Rangel Pestana, na Vila Mathias, após permanecer aproximadamente 30 minutos no local com o pastor. Câmeras de segurança registraram o momento em que os dois chegam ao estabelecimento: ele ao volante, ela no banco do passageiro. Meia hora depois, as imagens mostram o pastor deixando o motel sozinho e devolvendo a chave do quarto na recepção. Logo após sua saída, funcionários encontraram o corpo da jovem no interior da suíte.
O homem foi preso quando retornou ao motel para buscar seu celular, que havia esquecido no local. Inicialmente detido temporariamente, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia. O juiz considerou que havia indícios suficientes e requisitos legais — como risco à investigação e necessidade de garantia da ordem pública — para mantê-lo encarcerado.
Atualmente, ele está detido em uma unidade prisional destinada a investigados por crimes sexuais, medida comum em casos que podem envolver vulnerabilidade ou violência sexual, sobretudo quando a motivação do crime ainda não está esclarecida.
A versão apresentada pelo pastor e o avanço das investigações
Em depoimento, o pastor afirmou que trafegava pela Avenida Senador Feijó quando foi abordado por uma mulher oferecendo um programa sexual por R$ 100. Segundo ele, só percebeu se tratar de uma mulher trans ao chegar no motel e, ao recusar o programa, teria sido extorquido. Alegou que Luane pediu o dobro do valor inicialmente combinado para evitar um “escândalo”, justificando que decidiu aceitar por ser “homem de família”, casado e pai de três filhos.
Ainda segundo sua versão, Luane passou a exigir mais dinheiro e o ameaçou com uma arma de choque. O pastor então relatou ter iniciado uma luta corporal, afirmando que caiu sobre ela e que a vítima desmaiou. Ele deixou o local logo em seguida, levando o dispositivo elétrico e, posteriormente, jogando-o em um canal da cidade. Ele sustenta que não teve a intenção de matar e que fugiu por medo das consequências.
A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e aguarda o laudo necroscópico para determinar se houve asfixia, agressão fatal, mal súbito ou outra causa. Investigadores também esperam o resultado da coleta de impressões, vestígios e exames sexológicos, além da análise completa das imagens das câmeras de segurança.
O histórico de deslocamento do pastor, o tempo de permanência no quarto, a ausência de pedido de socorro e a devolução da chave imediatamente antes do corpo ser encontrado são pontos que levantam dúvidas adicionais e orientam a linha de investigação.
Enquanto familiares e amigos de Luane pedem justiça nas redes sociais, a Polícia Civil do 14º DP segue colhendo novos depoimentos e analisando provas para definir se o caso será tratado como homicídio doloso, feminicídio contra mulher trans ou outro tipo penal. O processo deve ganhar novos desdobramentos assim que o laudo do IML ficar pronto.