A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou, nesta sexta-feira, a prisão de Gilberto Firmo, investigado por envolvimento em um grupo especializado em furtos, adulterações e ocultações de veículos. A detenção ganhou repercussão nacional porque o suspeito é tio de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher.
Esta não é a primeira vez que Gilberto aparece em registros policiais. Antes da nova prisão, ele já havia sido detido em agosto, suspeito de armazenar material de pornografia infantil. Agora, segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu em flagrante durante uma operação que monitorava atividades criminosas relacionadas a carros roubados e adulterados no Distrito Federal.
O caso reforça um histórico de denúncias envolvendo o suspeito, que, segundo a corporação, já possui antecedentes por diferentes crimes. Ainda assim, a defesa insiste na inocência do investigado e afirma que irá contestar todos os apontamentos feitos pela polícia.

Veículo monitorado levou polícia a esconderijo em Ceilândia
A investigação mais recente teve início quando agentes identificaram um veículo alugado de forma irregular e que vinha sendo utilizado por criminosos na prática de furtos qualificados. Após monitoramento, a polícia localizou o carro escondido em uma residência em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal. A corporação não informou se o imóvel pertence a Gilberto.
Durante a abordagem no endereço, os agentes encontraram outros dois automóveis em situação irregular: um deles com registro de roubo e o outro de furto. Também foram apreendidas diversas peças automotivas cuja procedência não foi esclarecida, reforçando a suspeita de que o local funcionava como ponto de apoio do esquema criminoso.
De acordo com o relatório policial, Gilberto teria papel ativo na receptação, ocultação e repasse de veículos furtados ou roubados. A corporação afirma que ele era responsável por guardar os automóveis, facilitar a circulação de peças adulteradas e auxiliar na redistribuição dos bens ilícitos.
Em nota, a Polícia Civil descreveu o suspeito como “ponto de apoio para o grupo criminoso em furtos qualificados, receptação e adulterações veiculares”. O esquema investigado já vinha sendo acompanhado há semanas.
Prisão, fiança e manifestação da defesa
Gilberto Firmo foi preso em flagrante, mas pagou fiança e foi liberado enquanto responde ao processo. A Polícia Civil confirmou que ele possui ficha criminal, além de antecedentes por crimes anteriores, o que, segundo a corporação, reforça a necessidade de aprofundamento das investigações.
Após a repercussão do caso, o advogado de Gilberto, Samuel Magalhães, afirmou que a defesa está acompanhando o processo de perto e que confia na absolvição do cliente. “Estamos confiantes de que, no curso regular do processo, será demonstrada a inocência do cliente, esclarecendo completamente os fatos”, declarou.
A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil não descarta novas diligências para esclarecer a possível participação de outros envolvidos no esquema de adulteração e receptação de veículos.