A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (3), Valdemar Ferraz Rosendo, acusado de tentar assassinar a própria filha em um episódio de extrema violência registrado em outubro de 2024, no município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A detenção ocorreu mais de um ano após o crime. Segundo a corporação, agentes da 50ª DP localizaram o suspeito durante um cerco realizado enquanto ele participava de uma partida de futebol amador na Barra da Tijuca. A oportunidade foi considerada estratégica, já que Valdemar raramente deixava a comunidade onde estava escondido.
De acordo com as investigações, a agressão teria começado após uma discussão entre o suspeito e sua ex-companheira. A filha do casal, de 32 anos, tentou intervir e conversar com o pai na tentativa de encerrar o conflito. No entanto, ao se aproximar do veículo onde Valdemar já estava, ela segurou a maçaneta da porta e foi surpreendida quando ele arrancou com o carro, arrastando-a pela rua. O vídeo da agressão circula nas redes sociais.

Gritos e desespero
Mesmo com os gritos da vítima, o motorista não parou. A mulher só conseguiu se soltar quando a peça da porta se rompeu, fazendo com que ela caísse violentamente no asfalto. Após o episódio, o suspeito fugiu sem prestar socorro.
Assim que soube que a filha procurou a delegacia e denunciou o ataque, Valdemar passou a se esconder na comunidade do Bateau Mouche, na Zona Sudoeste da capital. O delegado titular da 50ª DP, Rodrigo Bichara Moreira, instaurou inquérito, reuniu testemunhos, obteve imagens e demais provas, e solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado, que foi concedida.
Desde então, equipes da unidade mantiveram vigilância contínua, aguardando o momento em que o suspeito saísse do local onde estava homiziado. A oportunidade surgiu nesta semana, quando ele deixou a comunidade para jogar futebol, permitindo a intervenção policial e sua captura.
Defesa tenta rever acusações
A TV Globo informou que não conseguiu contato com a defesa de Valdemar. Agora preso, ele deve responder por tentativa de homicídio, além de possíveis crimes relacionados à fuga e à omissão de socorro.
O caso também reacende o alerta para a importância da denúncia em situações de violência dentro da família. Segundo a Polícia Civil, só foi possível avançar nas investigações após a vítima procurar a delegacia e relatar em detalhes o ataque. As apurações seguem em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.