O Que Os Médicos Fizeram Com o Corpo de Isabel Veloso é de Partir o Coração: ‘Arn…Ver mais

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Internada na UTI por causa de uma pneumonia grave, Isabel Veloso passou pelo procedimento de intubação após apresentar sinais de insuficiência respiratória. Em quadros como esse, especialmente em pacientes imunossuprimidos — como é o caso de quem enfrenta um câncer agressivo e tratamentos intensivos —, os pulmões perdem a capacidade de oxigenar o corpo de forma adequada. A saturação cai rapidamente e o esforço para respirar se torna perigoso.

Para evitar que o organismo entre em falência respiratória, a equipe médica toma a decisão de intubar. A medida não significa que o caso é irreversível, mas sim que o corpo precisa de suporte ventilatório total para ter condições de lutar contra a infecção. É uma ação emergencial e protetiva, usada justamente para aumentar as chances de recuperação em momentos críticos.

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Isabel, que já vinha enfrentando complicações por causa do linfoma e da baixa imunidade, teve a função pulmonar comprometida pela pneumonia. A intubação foi realizada para estabilizar sua respiração, garantir oxigênio suficiente ao organismo e permitir que o tratamento da infecção tivesse tempo de agir.

Como funciona a intubação e o suporte ventilatório na UTI

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A intubação é feita com o paciente totalmente sedado, para evitar dor, desconforto e qualquer reação involuntária. Com a sedação aplicada, o médico introduz um tubo flexível pela boca até a traqueia, utilizando um laringoscópio para visualizar o caminho correto. Esse tubo é então conectado ao ventilador mecânico, aparelho que passa a assumir completamente o trabalho de respirar pelo paciente.

O ventilador controla o volume de ar, a pressão e a frequência das respirações, permitindo que o corpo descanse e concentre energia no combate à infecção. Em pacientes com pneumonia, essa ajuda é essencial para manter o oxigênio circulando enquanto os pulmões estão inflamados ou cheios de secreção.

Após a intubação, Isabel permanece sob monitoramento contínuo: saturação, pressão arterial, ritmos cardíacos e trocas gasosas no sangue são avaliados em tempo real. A equipe ajusta o ventilador conforme a resposta do organismo, garantindo que cada detalhe esteja dentro dos parâmetros seguros. A sedação é mantida enquanto necessário, já que qualquer movimento brusco pode comprometer o posicionamento do tubo.

A retirada do equipamento — chamada extubação — só acontece quando o paciente demonstra capacidade de respirar sozinho novamente. Para isso, precisa mostrar melhora da infecção, força suficiente na musculatura respiratória e boa expansão pulmonar. Até lá, o suporte mecânico continua sendo fundamental para preservar a vida e dar ao corpo a chance de se recuperar.

Quais são os riscos da intubação?

A intubação é um procedimento essencial em situações de insuficiência respiratória, mas, como toda intervenção invasiva, envolve riscos importantes. Entre os mais comuns está a possibilidade de lesões na garganta, nas cordas vocais ou na traqueia, já que o tubo precisa ser introduzido com precisão.

Também pode ocorrer pneumonia associada à ventilação mecânica, causada pelo acúmulo de secreções ou entrada de bactérias durante o processo. Outro risco é o deslocamento do tubo, que pode comprometer a ventilação e exige correção imediata pela equipe médica.

Pacientes sedados por longos períodos podem desenvolver fraqueza muscular, especialmente da musculatura respiratória, tornando a extubação mais difícil. Em casos de inflamação pulmonar grave, há risco de barotrauma, quando a pressão do ventilador causa danos aos pulmões. Ainda assim, os benefícios costumam superar os riscos, já que a intubação oferece suporte vital para manter o corpo oxigenado em momentos críticos.

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