Novos detalhes divulgados nesta segunda-feira (05/01) trouxeram mais clareza sobre o crime que chocou o município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Mãe e filho foram assassinados dentro da própria casa no último domingo, em um caso que está sendo investigado como feminicídio e homicídio qualificado. O principal suspeito é o filho mais velho da mulher, que foi preso em flagrante e confessou o crime às autoridades.

Mãe e filho foram encontrados mortos no porão da residência
As vítimas foram identificadas como Juliana Galardinovic Ribeiro, de 45 anos, e o filho caçula, Levi Galardinovic Hooper, de apenas 10 anos. Os dois foram encontrados sem vida no porão da residência onde moravam. A cena do crime mobilizou equipes da Polícia Civil do Paraná, que rapidamente isolaram o local para os trabalhos periciais.
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De acordo com as investigações iniciais, mãe e filho foram mortos a golpes de faca. A polícia confirmou que o crime foi premeditado, o que agrava ainda mais a tipificação penal do caso. O suspeito, que é maior de idade, foi localizado, preso em flagrante e encaminhado para a delegacia, onde confessou o duplo homicídio durante o depoimento.
Crime teria sido motivado por ciúmes, segundo depoimento
Em depoimento à Polícia Civil, o autor relatou que agiu movido por ciúmes da relação da mãe com o irmão caçula. Segundo o próprio relato, ele se sentia preterido e desenvolveu um comportamento obsessivo em relação ao vínculo entre Juliana e Levi. Após cometer o crime, o homem afirmou ter limpado a faca utilizada e, em seguida, utilizado o celular da mãe para responder mensagens de vizinhos.
Moradores da região relataram que ouviram gritos vindos da casa, o que despertou preocupação. No entanto, as respostas enviadas pelo suspeito tranquilizaram momentaneamente os vizinhos, atrasando o acionamento da polícia. A estratégia, segundo os investigadores, indica frieza e tentativa de ocultar o crime.
A identidade e a idade do criminoso não foram divulgadas oficialmente. A polícia confirmou apenas que se trata de um homem maior de idade que faz uso de medicação psiquiátrica, informação que agora será analisada junto a laudos médicos e psicológicos para entender sua condição mental no momento do crime.
Histórico familiar e debate sobre feminicídios no Brasil
Segundo apuração do portal Banda B, o suspeito já apresentava comportamentos instáveis. Ele teria o histórico de fugir de casa e, durante um de seus surtos, chegou a viajar para o exterior. Em dezembro de 2025, Juliana teria pedido demissão do trabalho para se dedicar integralmente ao filho mais velho, que estava em tratamento médico, o que reforça o contexto de vulnerabilidade familiar vivido nos últimos meses.
O caso se soma a uma onda de feminicídios que tem ganhado destaque no noticiário brasileiro e provocado forte comoção social. Além da dor causada às famílias, os episódios têm gerado debates sobre políticas públicas, saúde mental e a eficácia das leis de proteção às mulheres.
Atualmente, a pena para o crime de feminicídio no Brasil varia entre 20 e 40 anos de prisão. Já crimes como lesão corporal no contexto de violência doméstica podem resultar em penas máximas de apenas cinco anos, diferença que costuma ser alvo de críticas por especialistas e movimentos sociais.
A investigação segue em andamento, com análise de provas, depoimentos e laudos periciais. A Polícia Civil afirma que novas informações poderão ser divulgadas nos próximos dias, à medida que o inquérito avance.