Suzane Von Richtofen Confessa M0rte do Tio Que…Ver mais

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A morte do médico Miguel Abdalla, de 76 anos, trouxe à tona novos detalhes nesta sexta-feira (9) sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado na Vila Congonhas, bairro localizado na zona sul de São Paulo. A informação reacendeu a atenção pública por envolver um nome diretamente ligado a um dos crimes mais emblemáticos da história recente do país, já que Abdalla era tio materno de Suzane von Richthofen.

De acordo com a apuração do portal Metrópoles, o médico estava sem dar sinais de vida havia cerca de dois dias. A ausência de movimentação chamou a atenção de um vizinho, que decidiu verificar a situação de forma improvisada, utilizando uma escada para subir no muro da residência. Do alto, foi possível avistar o corpo de Miguel Abdalla já sem vida no interior do imóvel.

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Diante da cena, a Polícia Militar de São Paulo foi imediatamente acionada. Os agentes compareceram ao local e constataram que não havia indícios de violência, luta corporal ou sinais de arrombamento. A avaliação inicial apontou que a morte ocorreu por causas naturais, afastando, ao menos neste primeiro momento, qualquer suspeita de crime.

Corpo foi localizado após alerta de vizinho e não havia sinais de violência

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Segundo informações repassadas pelas autoridades, a residência onde Miguel Abdalla vivia não apresentava qualquer vestígio de invasão. Portas e janelas estavam intactas, e o ambiente interno não demonstrava sinais de desordem. Esses elementos foram decisivos para que a morte fosse classificada como natural ainda no local.

Após a constatação do óbito, os procedimentos de praxe foram realizados. O corpo foi removido e encaminhado para exames complementares, que devem confirmar oficialmente a causa da morte. O caso foi registrado no 27º Distrito Policial, em Moema, responsável pela área, apenas para fins administrativos e de documentação.

A Vila Congonhas, onde o médico residia, é um bairro predominantemente residencial, conhecido pela tranquilidade e pelo perfil de moradores mais antigos. Justamente por isso, a morte solitária e silenciosa de Abdalla causou surpresa entre vizinhos, que relataram pouco contato recente com o médico.

Papel central no espólio da família Richthofen marcou trajetória do médico

Além da carreira na medicina, Miguel Abdalla ficou conhecido nacionalmente por seu envolvimento direto na administração do espólio da família Richthofen. Após o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, ele foi nomeado tutor de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, que à época ainda era menor de idade.

Abdalla também assumiu a função de primeiro inventariante dos bens deixados pelo casal, papel que o colocou no centro de uma disputa judicial marcada por conflitos familiares e acusações graves. Em 2005, Suzane von Richthofen entrou com um pedido na Justiça solicitando o afastamento do tio da administração do patrimônio, alegando sonegação de bens.

A solicitação foi aceita, e a gestão do espólio acabou sendo transferida para Andreas assim que ele atingiu a maioridade. A decisão acentuou ainda mais a ruptura entre Suzane e o tio, tornando a relação familiar definitivamente marcada por disputas judiciais e desconfiança mútua.

Histórico de conflitos e situação atual de Suzane von Richthofen

O histórico de tensão entre Miguel Abdalla e Suzane não se limitou às questões patrimoniais. Em 2006, o médico recorreu novamente à Justiça alegando temer por sua segurança. Na ocasião, afirmou que Suzane estaria “rondando” a residência onde ele vivia com Andreas e a avó, o que gerou preocupação entre os familiares.

Esse episódio levou o Ministério Público de São Paulo a solicitar a prisão preventiva de Suzane naquele período, diante do contexto de ameaças e do histórico criminal da condenada. O pedido, no entanto, acabou não prosperando nos moldes solicitados à época.

Atualmente, Suzane von Richthofen cumpre pena de 39 anos e seis meses pelo assassinato dos pais. Desde janeiro de 2023, ela se encontra em regime aberto. Segundo informações oficiais, vive no interior de São Paulo, ao lado de familiares, do marido e do filho pequeno, mantendo uma rotina distante dos holofotes que marcaram sua história.

A morte de Miguel Abdalla, portanto, representa o encerramento de um capítulo importante e simbólico da complexa trajetória da família Richthofen, marcada por crimes, disputas judiciais e décadas de repercussão pública.

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