Pai de Família Mata Esposa e Filha Após Descobr…Ver mais

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Poucas situações causam tanto impacto social quanto um crime cometido dentro do próprio núcleo familiar. Quando o lar, tradicionalmente associado à proteção e ao afeto, se transforma em palco de violência extrema, o choque se espalha para além das paredes da casa e atinge toda a comunidade. Foi exatamente esse sentimento que tomou conta de União do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, após um episódio trágico registrado na manhã de sexta-feira, 9 de janeiro.

O caso envolve Jair Cuochinski, de 46 anos, que matou a esposa, Juvilete Kviatkoski, de 37 anos, e a filha do casal, Mariana Vitória Cuochinski, de apenas 15 anos. Após os ataques, o homem morreu durante uma intervenção policial. A tragédia abalou profundamente uma cidade conhecida pela rotina pacata e pelo forte senso de comunidade.

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Crime ocorreu dentro da residência e mobilizou vizinhos

O crime aconteceu por volta das 10h30 da manhã, dentro da casa onde a família morava. Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, os agentes foram acionados após vizinhos ouvirem gritos e pedidos de socorro vindos do imóvel. A movimentação incomum em um bairro tranquilo levantou o alerta imediato.

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Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma cena de extrema gravidade. A adolescente Mariana Vitória ainda estava com vida e foi socorrida rapidamente, sendo encaminhada ao hospital da região. Apesar do atendimento de emergência, ela não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. A mãe, Juvilete, foi localizada dentro da residência em estado crítico e também não sobreviveu.

Durante a tentativa de abordagem, Jair Cuochinski teria reagido de forma agressiva contra os policiais. Diante da ameaça iminente, os agentes efetuaram disparos. O homem foi atingido e morreu ainda no local, encerrando de forma violenta uma sequência de acontecimentos que deixou a cidade em estado de choque.

Investigação tenta esclarecer motivação do ataque

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, com apoio da Polícia Científica de Santa Catarina. As equipes realizam perícias no local, colhem depoimentos e analisam o histórico da família para tentar compreender o que teria levado ao ataque.

Até o momento, não há informações concretas sobre a motivação do crime. De acordo com relatos preliminares, Jair não possuía antecedentes criminais nem histórico conhecido de comportamento violento. Essa ausência de sinais prévios torna o episódio ainda mais difícil de ser compreendido por investigadores e pela própria comunidade.

As autoridades trabalham com cautela, evitando conclusões precipitadas. Questões relacionadas à saúde mental, conflitos familiares não aparentes ou outros fatores ainda estão sendo analisados no inquérito policial.

Cidade decreta luto e comunidade vive clima de incredulidade

União do Oeste, município de pequeno porte e com forte convivência entre os moradores, foi profundamente impactada pela tragédia. Vizinhos descreveram a família como “tranquila, reservada e trabalhadora”, o que aumentou ainda mais o sentimento de incredulidade diante do ocorrido.

Em sinal de respeito e solidariedade, a administração municipal decretou três dias de luto oficial. Escolas, repartições públicas e moradores prestaram homenagens às vítimas, enquanto mensagens de apoio às famílias enlutadas se multiplicaram nas redes sociais.

O clima na cidade é de consternação. O episódio rompeu a sensação de segurança típica de comunidades pequenas e reacendeu reflexões sobre violência doméstica, saúde emocional e a importância de identificar sinais de sofrimento antes que situações extremas aconteçam.

Enquanto a investigação segue, União do Oeste tenta, coletivamente, lidar com a dor e reconstruir o sentimento de paz abalado por uma tragédia que marcou para sempre a história do município.

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