Só Escute se Tiver Coragem! Mulher é M0rta pelo Marido Enquanto Mandava Áudio no Wh…Ver mais

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O município de Bom Repouso, no Sul de Minas Gerais, foi palco de mais um crime de feminicídio que causou comoção local e repercussão nacional. Uma mulher de 29 anos foi morta a tiros na cabeça pelo ex-namorado enquanto trabalhava em uma lavoura de morangos. O caso reforça o alerta sobre a violência contra a mulher, especialmente em situações envolvendo descumprimento de medidas protetivas.

A vítima foi identificada como Patrícia Cezar Nogueira, de 29 anos. O crime ocorreu enquanto ela gravava um áudio no WhatsApp para uma amiga, relatando que não estava bem emocionalmente. O conteúdo da mensagem acabou se tornando uma das principais provas do caso, já que o áudio registra o momento em que os disparos são efetuados.

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Áudio interrompido por tiros revela momento do crime

No áudio enviado à amiga, Patrícia descrevia sua rotina de trabalho na roça e o estado emocional abalado. Ela mencionava que estava no intervalo do serviço, aguardando outros trabalhadores encherem os tanques, quando relatou que havia chorado mais cedo enquanto sulfatava os morangos. A gravação é abruptamente interrompida pelo som de tiros, que, segundo a polícia, atingiram a vítima na cabeça.

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Após os disparos, o corpo de Patrícia foi encontrado em meio à lavoura de morangos por outros trabalhadores que atuavam no local. A cena causou choque entre colegas e moradores da região, que acionaram as autoridades. A Polícia Militar e a Polícia Civil compareceram ao local e iniciaram os primeiros levantamentos.

De acordo com os investigadores, a dinâmica do crime indica que a vítima foi surpreendida, sem qualquer chance de defesa. O local de trabalho, isolado e em área rural, acabou facilitando a ação do agressor.

Histórico de ameaças e descumprimento de medida protetiva

Familiares de Patrícia foram ouvidos pela polícia e relataram que a jovem vinha sendo ameaçada pelo ex-namorado. Segundo os depoimentos, havia uma medida protetiva em vigor para garantir a segurança da vítima, mas o homem já teria descumprido a determinação judicial anteriormente.

O relacionamento entre Patrícia e o agressor durou cerca de 11 meses. Conforme os relatos, o término não foi aceito por ele, que passou a perseguir e intimidar a ex-companheira. Mesmo com o registro das ameaças e a concessão da medida protetiva, a violência culminou no crime fatal.

O caso reacende o debate sobre a efetividade das medidas de proteção às mulheres em situação de risco e sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa para evitar que decisões judiciais sejam ignoradas.

Prisão do suspeito e andamento das investigações

Após o crime, a polícia iniciou buscas na região rural de Bom Repouso. O suspeito foi localizado em uma plantação de milho nas proximidades. Identificado como Dionata da Silva Schmitt, de 30 anos, ele chegou a tentar resistir à prisão, mas acabou sendo rendido pelos policiais.

Durante a abordagem, Dionata confessou o crime, segundo informações repassadas pelas autoridades. Um segundo homem também foi preso, suspeito de ter ajudado o autor a se esconder após o homicídio. A participação dele ainda está sendo apurada.

O agressor deve responder pelo crime de feminicídio, tipificado como homicídio qualificado pela condição de gênero da vítima. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes, incluindo possíveis falhas no cumprimento da medida protetiva.

O caso de Patrícia Cezar Nogueira se soma a uma estatística alarmante de violência contra mulheres no Brasil e reforça a urgência de ações efetivas de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.

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