Menina de 18 Anos é M0rta Após Não Entregar o Seu Namorado Para Facção Que Procu…Ver mais

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A morte da designer de sobrancelhas Graziela Cristina da Silva Alves, de apenas 18 anos, ocorrida na madrugada desta quinta-feira (15), em Sorriso, causou forte comoção e revolta na população. De acordo com a Polícia Civil, o assassinato foi ordenado por uma facção criminosa, que teria decretado a morte da jovem após uma decisão tomada durante uma videochamada com lideranças da organização.

A informação foi confirmada pelo delegado Bruno França, responsável pelo caso. Segundo ele, Graziela não possuía antecedentes criminais e vinha sofrendo ameaças antes do crime. As investigações indicam que a jovem estaria em um possível processo de aproximação ou ingresso na facção, situação que terminou de forma brutal.

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Decisão por videochamada e execução dentro da residência

Conforme relatado pelo delegado, os autores do crime realizaram uma videochamada com membros da facção momentos antes de executar a vítima. A chamada teria servido para confirmar a ordem de execução, prática já identificada em outros crimes ligados a organizações criminosas. O assassinato ocorreu dentro da própria casa da jovem, localizada no bairro São Domingos.

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Na madrugada do crime, Graziela dormia na residência com três irmãos menores de idade. Os criminosos invadiram o imóvel e arrastaram a jovem até a sala, enquanto as crianças foram trancadas em um dos quartos. A Polícia Civil informou que os irmãos não presenciaram diretamente a execução, mas ouviram parte da movimentação e ficaram em estado de choque.

No local, os investigadores encontraram o corpo da vítima com múltiplas perfurações no pescoço e sinais de que ela foi imobilizada com toalhas antes de ser morta. As circunstâncias reforçam a suspeita de que o crime foi premeditado e executado com extrema violência, seguindo um padrão típico de execuções ordenadas por facções criminosas.

Vítima sofria ameaças e não tinha histórico criminal

Durante coletiva, o delegado Bruno França destacou que Graziela era uma jovem sem passagens pela polícia e não possuía envolvimento comprovado com crimes. “Ela era uma menina que estava sendo ameaçada, sem histórico criminal. Foi morta por facção, sim. Houve videochamada e testemunha ocular do crime”, afirmou.

As ameaças, segundo a investigação, vinham ocorrendo há algum tempo, mas ainda não está claro se a jovem procurou ajuda formal das autoridades antes do assassinato. A Polícia Civil apura se houve algum tipo de coação, pressão psicológica ou tentativa de aliciamento por parte da organização criminosa.

O caso reacende o alerta sobre a vulnerabilidade de jovens diante da atuação de facções, especialmente em cidades do interior, onde o crime organizado tem ampliado sua influência e utilizado métodos cada vez mais violentos para impor controle.

Prisões, investigações e busca por envolvidos

A Polícia Civil informou que um dos autores do crime foi preso ainda nesta quinta-feira (15). Os demais envolvidos já foram identificados e estão sendo procurados. As equipes seguem em diligências para cumprir mandados de prisão e esclarecer completamente a dinâmica do assassinato.

O inquérito busca ainda identificar quem participou da videochamada, quem autorizou a execução e qual foi o grau de envolvimento de cada suspeito. A polícia também investiga se há ligação direta entre lideranças presas em outros estados e o crime ocorrido em Sorriso.

A morte de Graziela Cristina expõe a crueldade do crime organizado e deixa uma marca profunda na comunidade local. O caso segue sob investigação e novas prisões não estão descartadas.

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