Banhista Perde Os Movimentos das Pernas Após Ser Picado Por Um…Ver mais

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Praias costumam ser associadas a lazer, descanso e contato com a natureza, mas também podem esconder perigos quase invisíveis sob águas aparentemente tranquilas. Em Sydney, um banhista viveu momentos de extremo desespero após entrar em contato com um dos animais mais venenosos do planeta: o polvo-de-anéis-azuis. Pequeno, colorido e altamente tóxico, o animal é capaz de causar paralisia total e levar à morte em poucos minutos.

O episódio ocorreu na praia de Balmoral e chamou atenção não apenas pela gravidade do envenenamento, mas também pela sobrevivência do paciente, considerada rara em casos desse tipo.

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Picada inesperada durante banho de mar

O homem foi identificado como Juan-Paul Kalman, de 43 anos. Ele nadava tranquilamente na praia quando avistou uma concha de ostra aparentemente inofensiva. Ao pegá-la com a mão, não percebeu que, dentro dela, estava escondido o polvo-de-anéis-azuis.

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O animal se prendeu ao polegar do banhista e o picou quase imediatamente. Inicialmente, Kalman não sentiu dor intensa, o que é comum nesse tipo de ataque. No entanto, minutos depois, os primeiros sinais começaram a surgir: dormência no corpo, confusão mental e dificuldade para falar.

Os sintomas estavam associados à tetrodotoxina, uma toxina extremamente potente presente na saliva do polvo. A substância é considerada cerca de 1.200 vezes mais letal que o cianeto e atua bloqueando a transmissão dos impulsos nervosos, levando à paralisia muscular progressiva.

Evolução rápida e luta pela sobrevivência

Em menos de 30 minutos após a picada, o quadro clínico de Kalman se agravou de forma dramática. Ele perdeu os movimentos do corpo e já não conseguia respirar sozinho. O banhista foi socorrido às pressas e encaminhado ao Hospital Royal North Shore, referência em atendimentos de alta complexidade.

Diante da gravidade do envenenamento, a equipe médica optou por colocá-lo em coma induzido, mantendo-o sob ventilação mecânica por cerca de 20 horas. Durante esse período, os médicos monitoraram constantemente suas funções vitais, já que não existe antídoto específico para a tetrodotoxina.

Segundo os profissionais de saúde, Kalman permaneceu consciente durante parte da paralisia, conseguindo ouvir e sentir estímulos ao redor, mas completamente incapaz de se mover ou respirar por conta própria. A condição é considerada uma das mais angustiantes associadas ao envenenamento por esse tipo de toxina.

Alerta sobre riscos ocultos nas praias

Após apresentar melhora gradual, Kalman recebeu alta hospitalar, mas o susto não terminou ali. Mesmo fora do hospital, ele ainda enfrentou episódios de paralisia temporária, o que reforçou a gravidade do contato com o animal marinho.

O polvo-de-anéis-azuis vive, em geral, em águas rasas, escondendo-se em conchas, fendas de rochas e recifes. Seus característicos anéis azul-elétrico surgem de forma mais intensa quando o animal se sente ameaçado, funcionando como um aviso de perigo. Apesar do tamanho reduzido, é considerado um dos animais marinhos mais perigosos do mundo.

Especialistas alertam que não se deve tocar em conchas, animais ou objetos no fundo do mar, mesmo quando parecem inofensivos. O caso de Juan-Paul Kalman se tornou um exemplo emblemático de como a beleza natural das praias pode esconder riscos extremos.

O episódio reforça a importância da informação, do respeito à vida marinha e da cautela ao explorar ambientes naturais. Sob a superfície cristalina, a natureza guarda mistérios que exigem atenção — e, em alguns casos, podem colocar a vida em risco em questão de minutos.

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