ASSUSTADOR! Bebê Cai da Cama e Carregador de Celular Fica Enfiado Na…Ver mais

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Acidentes domésticos envolvendo crianças pequenas são mais frequentes do que muitos imaginam e costumam ocorrer justamente em ambientes considerados seguros, como quartos e salas. Em Divinópolis, um caso raro e extremamente delicado chamou atenção nesta semana: uma menina de apenas 1 ano de idade precisou passar por uma cirurgia de emergência após cair da cama e ter um carregador de celular cravado na testa.

Apesar da gravidade do acidente, o quadro clínico da criança evolui de forma positiva até o momento. Ela permanece internada sob observação médica contínua e não apresenta sinais de sequelas neurológicas imediatas, segundo a equipe responsável pelo atendimento.

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Queda da cama resultou em perfuração no crânio

De acordo com informações médicas, o acidente aconteceu na última terça-feira (13). A criança estava sobre a cama e segurava um carregador de celular no momento da queda. A principal hipótese levantada pelos especialistas é que, ao cair, o objeto acabou se posicionando de forma perpendicular, provocando uma perfuração na região frontal do crânio, muito próxima ao olho.

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O neurocirurgião Bruno Castro, responsável pelo procedimento, explicou que a lesão por pouco não atingiu a área ocular, o que poderia ter causado perda parcial ou total da visão. “Foi um acidente grave e incomum. A localização da perfuração aumentava consideravelmente o risco”, explicou o médico.

Diante da situação, a criança foi encaminhada imediatamente ao bloco cirúrgico. A rapidez no atendimento foi determinante para evitar danos mais severos ao cérebro e outras complicações associadas a esse tipo de trauma.

Cirurgia de emergência e riscos associados

No hospital, a menina passou por uma cirurgia de urgência, que envolveu a retirada do carregador, limpeza profunda da área lesionada, lavagem cerebral e reconstrução do osso atingido. Segundo o neurocirurgião, todo o procedimento precisou ser realizado com extrema cautela para reduzir o risco de hemorragias, infecções ou sequelas neurológicas permanentes.

Após a cirurgia, a criança iniciou tratamento com antibióticos e segue internada para acompanhamento rigoroso. Apesar da evolução favorável, o médico alertou que lesões desse tipo exigem atenção prolongada. Mesmo quando não há sequelas imediatas, podem surgir alterações tardias.

O especialista explicou que o cérebro infantil possui alta plasticidade neuronal, o que favorece a recuperação. No entanto, traumas penetrantes podem provocar cicatrizes cerebrais, conhecidas como gliose, que em alguns casos estão associadas ao desenvolvimento de convulsões ou epilepsia ao longo da vida.

Por esse motivo, a criança deverá passar por acompanhamento neurológico nos próximos meses, com exames e avaliações periódicas para garantir que não surjam complicações futuras.

Alerta para prevenção de acidentes dentro de casa

O caso reacende o alerta sobre a importância da prevenção de acidentes domésticos, especialmente com bebês e crianças pequenas. Segundo especialistas, quedas estão entre as principais causas de atendimentos de urgência nessa faixa etária, e locais como camas, sofás e trocadores representam riscos quando não há supervisão constante.

O neurocirurgião reforçou que crianças que ainda não possuem domínio motor completo são particularmente vulneráveis. “O ideal é que bebês permaneçam no chão, em superfícies protegidas, e sempre sob supervisão. Objetos pontiagudos ou de uso adulto, como carregadores, devem ficar fora do alcance”, alertou.

A recomendação médica é clara: ambientes domésticos precisam ser adaptados à presença de crianças, com atenção redobrada a objetos pequenos, fios, móveis elevados e superfícies duras. Medidas simples podem evitar acidentes graves e situações potencialmente fatais.

O episódio em Divinópolis serve como um lembrete duro de que, mesmo dentro de casa, a segurança infantil deve ser prioridade absoluta.

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