Um bebê de apenas um mês morreu na madrugada desta sexta-feira (9), no bairro Glória II, em Campina Grande, após um episódio de asfixia durante o sono. O caso gerou comoção e reacendeu o alerta sobre os riscos associados ao compartilhamento de cama com recém-nascidos, prática comum em muitas famílias, mas considerada perigosa por especialistas.
De acordo com o relato dos pais, a criança dormia inicialmente no berço. Durante a madrugada, após chorar, o bebê foi levado para a cama do casal. Algum tempo depois, o pai percebeu que o filho não reagia e acionou socorro imediatamente. A criança foi levada às pressas para o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, onde a equipe médica realizou manobras de reanimação, mas o bebê não resistiu.
O caso foi comunicado à Polícia Civil, que irá investigar as circunstâncias da morte para esclarecer se houve algum outro fator associado ao óbito.
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Compartilhar a cama com o bebê aumenta o risco de asfixia
Especialistas em pediatria e segurança infantil alertam que recém-nascidos devem dormir sempre sozinhos, em berço próprio, com colchão firme e sem objetos soltos. O compartilhamento da cama dos pais, especialmente nos primeiros meses de vida, está associado a um risco maior de asfixia acidental.
Durante o sono, adultos podem se movimentar involuntariamente, pressionando o corpo do bebê ou bloqueando suas vias respiratórias. Além disso, travesseiros, lençóis e cobertores aumentam o risco de sufocamento, já que o recém-nascido ainda não tem força ou coordenação para reagir e mudar de posição.
Sono seguro é essencial nos primeiros meses de vida
A orientação médica é clara: o bebê deve dormir de barriga para cima, em um berço vazio, sem almofadas, protetores laterais, bichos de pelúcia ou mantas soltas. Essas recomendações fazem parte das diretrizes de prevenção da asfixia e da chamada morte súbita infantil.
Apesar de parecer mais confortável ou prático levar o bebê para a cama dos pais durante a madrugada, principalmente após o choro, essa prática pode ter consequências graves. O risco é ainda maior quando os responsáveis estão cansados, sob efeito de medicamentos ou em sono profundo.
Caso será investigado e serve de alerta para outras famílias
A Polícia Civil irá apurar o ocorrido para entender exatamente como se deu a morte do bebê. Em situações como essa, a investigação busca esclarecer os fatos e descartar outras possibilidades, além de orientar ações preventivas futuras.
O caso em Campina Grande serve como um alerta importante para pais e responsáveis, especialmente de recém-nascidos. Pequenas decisões tomadas durante a madrugada, muitas vezes por exaustão ou instinto, podem resultar em tragédias irreversíveis.
Profissionais de saúde reforçam que informação e prevenção são fundamentais. Garantir um ambiente de sono seguro é uma das principais formas de proteger a vida de bebês nos primeiros meses, período considerado o mais delicado do desenvolvimento infantil.