O desaparecimento das crianças Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4, no Maranhão continua cercado de incertezas e apreensão. Enquanto as buscas seguem concentradas no Rio Mearim, novos relatos passaram a integrar o inquérito policial, ampliando o leque de hipóteses analisadas pelas autoridades. Entre esses relatos, um depoimento informal de morador da região chamou a atenção dos investigadores e passou a ser tratado com cautela.

Buscas no Rio Mearim seguem após esgotamento das pistas em terra
As crianças foram vistas pela última vez na área conhecida como “Casa Caída”, uma cabana improvisada próxima ao Rio Mearim, entre os municípios de Bacabal e Arari. Nas primeiras fases da operação, equipes realizaram varreduras terrestres com apoio de cães farejadores, que identificaram vestígios de odor das crianças nas proximidades da cabana.
Com a ausência de novos indícios em terra firme, a estratégia foi redirecionada para o meio fluvial. As buscas passaram a abranger cerca de 180 quilômetros do Rio Mearim, contando com reforço da Marinha do Brasil e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão. A operação utiliza side scan sonar para mapeamento do fundo do rio, além da atuação de mergulhadores especializados em pontos considerados críticos.
Pix de R$ 35 mil e relato de morador ampliam linhas de investigação
No campo investigativo, a polícia identificou uma transferência via Pix no valor de R$ 35 mil na conta bancária da mãe das crianças. A movimentação financeira levantou suspeitas por ser considerada incompatível com a renda declarada da família. Segundo apuração preliminar, não havia histórico de transações semelhantes na conta, o que levou os investigadores a aprofundarem a análise da origem do valor.
Além disso, um morador da região relatou à polícia a suspeita de que as crianças teriam sido vendidas, informação que passou a integrar o inquérito como relato não confirmado. As autoridades ressaltam que se trata apenas de uma declaração informal, ainda sem provas materiais, e que o depoimento está sendo confrontado com outros dados, como registros bancários, depoimentos de familiares e informações colhidas durante as diligências.
A polícia esclarece que nenhuma acusação formal foi feita até o momento e que tanto a movimentação financeira quanto o relato do morador são tratados como elementos que levantam suspeitas, mas não conclusões.
Polícia mantém cautela e diz que nenhuma hipótese foi descartada
As forças de segurança reforçam que o caso segue sob investigação rigorosa e que todas as hipóteses permanecem em aberto, incluindo acidente, crime e outras possibilidades. A divulgação controlada das informações busca preservar o andamento do inquérito e evitar julgamentos precipitados.
Enquanto isso, a comoção cresce entre moradores da região e nas redes sociais. Familiares seguem aguardando respostas, e a expectativa é de que novas informações surjam com o avanço das perícias, análises financeiras e depoimentos.
O desaparecimento de Isabelle e Michael segue como um dos casos mais sensíveis do Maranhão, mobilizando autoridades, voluntários e a opinião pública, que aguardam por esclarecimentos concretos sobre o paradeiro das crianças e sobre os elementos que vêm surgindo ao longo da investigação.