O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, segue mobilizando autoridades, familiares e moradores da região, além de provocar forte comoção em todo o país. O caso, registrado no início de janeiro, permanece sem uma resposta concreta e é tratado como uma investigação de alta complexidade.
As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, no povoado São Sebastião dos Pretos, área rural do município. Desde então, as buscas se estenderam por diferentes frentes, incluindo ações terrestres, fluviais e análise detalhada de depoimentos. A ausência de vestígios claros tornou o processo ainda mais delicado, exigindo cautela redobrada na verificação de cada informação recebida.

Buscas intensas e mudanças na estratégia da investigação
Desde os primeiros dias, a Polícia Civil do Maranhão coordena uma força-tarefa que reúne bombeiros, voluntários e apoio de órgãos de outros estados. Inicialmente, o foco esteve concentrado em áreas de mata, rios e lagos próximos ao local onde as crianças foram vistas pela última vez.
Com o passar das semanas e a falta de indícios concretos, a estratégia precisou ser ajustada. As autoridades passaram a priorizar o cruzamento de informações, reavaliação de depoimentos e análise de possíveis contradições nos relatos colhidos ao longo da investigação. Cada detalhe passou a ser revisitado, na tentativa de reconstruir com maior precisão os últimos passos das crianças.
A complexidade do caso fez com que a investigação extrapolasse os limites do Maranhão, levando à cooperação com forças policiais de outros estados, principalmente diante de denúncias que surgiram fora da região.
Denúncia em São Paulo reacende esperança, mas é descartada
Nos últimos dias, o caso ganhou novos contornos após uma denúncia apontar que duas crianças com características semelhantes às dos irmãos teriam sido vistas em um hotel no Centro de São Paulo. A informação se espalhou rapidamente e reacendeu a esperança de familiares e da população, que acompanham o caso com grande expectativa.
Diligências foram realizadas pela Divisão Antissequestro do DOPE, que esteve no local indicado. Após a verificação, a Polícia Civil paulista descartou que as crianças encontradas fossem Ágatha e Allan. Segundo os investigadores, não houve correspondência com as características dos irmãos desaparecidos no Maranhão.
Apesar da frustração gerada pelo desfecho, as autoridades ressaltaram que toda denúncia é tratada com seriedade, especialmente em casos envolvendo crianças, e que nenhuma hipótese é ignorada sem apuração adequada.
Depoimento do primo e uso do Amber Alert ampliam as buscas
Um ponto considerado relevante na investigação é o depoimento do primo das crianças, um menino de 8 anos que estava com Ágatha e Allan no dia do desaparecimento. Ele chegou a ficar desaparecido por alguns dias e, após ser localizado e receber alta hospitalar, prestou informações que ajudaram a indicar caminhos e locais por onde o grupo teria passado.
Com base nesse relato, os investigadores conseguiram reconstruir parcialmente o trajeto das crianças, o que orientou novas frentes de busca e análise. Mesmo assim, as informações ainda não foram suficientes para esclarecer o paradeiro dos irmãos.
Outro recurso utilizado é o Amber Alert, protocolo internacional que amplia o alcance das buscas ao divulgar imagens e dados das crianças em redes sociais e outros canais, dentro de um raio estratégico. A ferramenta tem sido fundamental para manter o caso em evidência e estimular o envio de novas informações.
Enquanto isso, a investigação segue em andamento, com atuação integrada entre forças de segurança e acompanhamento constante das autoridades. O caso continua cercado de incertezas, mantendo familiares e a população em estado de apreensão à espera de respostas.