O caso envolvendo a morte do cachorro Orelha segue sob investigação policial e ganhou novos desdobramentos. Além da apuração sobre a participação de adolescentes no episódio, surgiram informações de que familiares dos investigados teriam tentado encobrir os fatos. Entre os pontos apurados está a suposta coação de um porteiro, que teria sido demitido após relatar o que presenciou no dia do ocorrido.
As informações estão sendo analisadas pelas autoridades como parte do inquérito, que também considera os reflexos do caso, como vandalismo, repercussão nas redes sociais e relatos divulgados por testemunhas.

Pais são investigados por tentativa de encobrir os fatos
Segundo informações que constam na apuração, pais de adolescentes investigados passaram a ser citados por possível tentativa de interferência no esclarecimento do caso. A polícia apura se houve orientação para ocultar informações, omitir fatos relevantes ou influenciar testemunhas.
Os investigadores buscam esclarecer se houve atuação direta dos responsáveis para minimizar a gravidade do ocorrido ou dificultar a coleta de provas. O procedimento envolve análise de depoimentos, registros internos e relatos de pessoas que tiveram contato com os envolvidos nos dias que antecederam e sucederam a morte do animal.
Por envolver menores de idade, o inquérito segue com restrições legais quanto à divulgação de detalhes, mas fontes ligadas à investigação confirmam que a conduta de adultos citados nos relatos também está sendo analisada, de forma separada da apuração principal.
Porteiro teria sido coagido e acabou demitido
Um dos pontos centrais das novas apurações envolve um porteiro de um condomínio, que teria presenciado movimentações relacionadas ao caso. De acordo com relatos incluídos na investigação, um dos pais de adolescentes investigados teria coagido o funcionário após tomar conhecimento de que ele poderia servir como testemunha.
Ainda segundo as informações apuradas, o porteiro acabou sendo demitido posteriormente, o que levantou suspeitas de retaliação. A polícia apura se a demissão teve relação direta com os fatos testemunhados e se houve tentativa de silenciar o funcionário.
O depoimento do porteiro passou a ser considerado relevante para a reconstrução da cronologia do ocorrido. As autoridades avaliam se a conduta relatada pode configurar crime de coação no curso do processo ou outra infração prevista em lei.
Caso reúne múltiplas frentes de apuração
Além da investigação sobre a morte do cachorro Orelha e das suspeitas de encobrimento, a polícia apura outros episódios ligados à repercussão do caso. Entre eles está o vandalismo registrado contra a casa de um dos adolescentes, ocorrido durante a madrugada, quando populares teriam jogado fezes humanas contra a residência.
Também seguem sendo monitorados comentários feitos nas redes sociais, nos quais usuários afirmam ter realizado rituais ou feitiços contra os adolescentes. As mensagens foram identificadas em publicações que noticiam o caso e ampliaram a repercussão do episódio.
Há ainda relatos divulgados na internet sobre uma suposta viagem dos adolescentes aos Estados Unidos, que teria sido interrompida após pessoas associarem os nomes ao caso. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a viagem ou eventual expulsão, e o conteúdo segue sendo tratado como informação não verificada.