A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, ocorrida no início desta semana em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. O jovem morreu após passar oito dias internado em decorrência de agressões sofridas, que, segundo a polícia, teriam sido motivadas por uma acusação falsa de homicídio.
Deivison foi apontado por familiares de Kelly Cristina Ferreira de Quadros, encontrada morta no último dia 16, como suposto autor do crime. No entanto, a própria Polícia Civil confirmou que o jovem não teve qualquer envolvimento no assassinato da mulher.

Acusação levou a agressões violentas contra o jovem
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De acordo com o delegado responsável pelo caso, Deivison foi agredido no dia 18, apenas dois dias após a morte de Kelly. As agressões teriam ocorrido como uma forma de vingança, baseada na suspeita equivocada de que ele seria o responsável pelo homicídio.
Ainda segundo a corporação, Deivison conhecia Kelly, mas isso não configura participação no crime. Após as agressões, ele foi socorrido e internado em um hospital de Ponta Grossa, onde permaneceu por oito dias lutando pela vida. Apesar dos esforços da equipe médica, o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 26.
Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a identidade dos autores das agressões nem se eles possuem vínculo direto com a família da vítima assassinada. As investigações seguem em andamento para esclarecer quem participou do ataque e quais foram as circunstâncias exatas da violência.
Polícia confirma: Deivison não teve envolvimento no crime
Em nota oficial, a Polícia Civil do Paraná reforçou que Deivison não participou do assassinato de Kelly Cristina Ferreira de Quadros. A corporação informou que as apurações continuam tanto para responsabilizar os agressores do jovem quanto para concluir o inquérito relacionado à morte da mulher.
O caso chamou a atenção pela sucessão de erros e pela tragédia dupla: além do assassinato de Kelly, um jovem inocente acabou morto após ser violentamente agredido por uma acusação sem provas. Para os investigadores, o episódio evidencia os riscos de julgamentos precipitados e ações de justiça pelas próprias mãos.
Suspeito pelo assassinato de Kelly foi identificado e preso
Paralelamente, a Polícia Civil conseguiu avançar nas investigações sobre a morte de Kelly. Um homem de 43 anos foi preso após ser identificado em imagens de câmeras de segurança, que o mostraram caminhando com a vítima em direção ao local onde o corpo foi encontrado.
Inicialmente, o suspeito negou qualquer envolvimento, mas acabou confessando o crime após ser confrontado com provas reunidas pela polícia. Em depoimento, ele afirmou que o homicídio ocorreu após um desentendimento durante o consumo de entorpecentes.
Segundo a corporação, o homem relatou ter usado um pedaço de madeira e uma pedra para agredir Kelly. Ele também indicou o local onde descartou roupas e pertences com vestígios de sangue, que foram apreendidos e encaminhados para perícia.
A Polícia Civil segue investigando os dois casos de forma paralela, buscando responsabilizar todos os envolvidos e esclarecer completamente as circunstâncias que levaram às duas mortes.