Na tarde deste domingo (01/02), a Polícia Civil abriu investigação para apurar a morte de um bebê de apenas 10 meses, vítima de um ataque de cachorro da raça pitbull. O caso ocorreu no município de Socorro e causou forte comoção na cidade e nas redes sociais.

Ataque aconteceu no quintal da residência
Segundo as informações iniciais repassadas pelas autoridades, a criança estava no quintal da casa no momento do ataque. O mesmo espaço era utilizado para manter o animal, que pertencia ao padrasto do bebê. As circunstâncias exatas ainda estão sendo analisadas pela polícia, que busca esclarecer como ocorreu a dinâmica do ataque e se houve falha na guarda e vigilância do cão.
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Imagens de uma câmera de segurança instalada na rua registraram momentos posteriores ao ataque. No vídeo, uma mulher aparece correndo e pedindo socorro de forma desesperada. É possível ouvir o grito: “Matou o meu filho”. As imagens ainda mostram o cachorro arrastando a criança, cena que causou forte impacto em quem assistiu.
Vizinhos se aproximam após ouvir os pedidos de ajuda, mas não conseguem intervir a tempo. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e conseguiu retirar a criança com vida, porém os ferimentos eram considerados extremamente graves. Apesar do socorro, o bebê não resistiu.
Cachorro foi recolhido e não será sacrificado
De acordo com o boletim de ocorrência, o cachorro não foi sacrificado após o ataque. O animal foi retirado da posse do responsável e encaminhado ao canil da Guarda Municipal, onde permanece sob custódia. A Polícia Civil também solicitou perícia no local para reunir elementos técnicos que auxiliem na investigação.
O caso foi oficialmente registrado como homicídio e omissão de cautela na guarda e condução de animal, tipificação prevista na legislação brasileira quando há suspeita de negligência por parte do responsável pelo cão. As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Socorro, que deverá ouvir testemunhas e analisar imagens e laudos periciais.
Debate sobre posse responsável volta à tona
A tragédia reacendeu o debate nacional sobre a posse responsável de cães, especialmente de raças consideradas de grande porte e com potencial de causar ferimentos graves. Especialistas reforçam que o risco não está apenas na raça, mas principalmente na forma como o animal é criado, treinado e supervisionado, sobretudo em ambientes onde há crianças.
As autoridades optaram por preservar a identidade dos envolvidos. Mesmo assim, as imagens do caso passaram a circular amplamente nas redes sociais, gerando indignação, comoção e discussões sobre a necessidade de regras mais rígidas, fiscalização e conscientização sobre a convivência segura entre animais e pessoas.
A Polícia Civil segue apurando o caso para definir eventuais responsabilidades criminais.