Moradores Afirmam Que Membros de Facção Decretaram M0rte de Adolescentes Que Mataram Orelh…Ver mais
A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, segue gerando forte repercussão e novos desdobramentos. Além do indiciamento de familiares de adolescentes investigados, o caso passou a ser marcado por um clima crescente de tensão na região. Em comentários nas redes sociais, especialmente no Instagram, moradores relatam que o assunto mais comentado é que “a rua vai fazer justiça” ou até “vingança”, o que acendeu um alerta entre as autoridades.
O episódio, que já havia chocado a população pela crueldade contra o animal, agora preocupa pelo risco de desdobramentos fora do âmbito legal.

Vídeo expõe coação contra testemunha do caso
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Imagens de câmeras de segurança exibidas pelo Domingo Espetacular revelaram o momento em que o porteiro de um condomínio — uma das principais testemunhas do caso — é cercado e intimidado pelo pai e pelo tio de um dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha.
O vídeo foi gravado na madrugada do dia 13 de janeiro e mostra inicialmente uma mulher deixando o condomínio acompanhada de um dos adolescentes. Ao passar pela portaria, o jovem xinga o trabalhador. Minutos depois, os familiares retornam ao local e passam a pressionar o porteiro, exigindo supostos vídeos ou fotos que ele teria divulgado em redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, esses registros poderiam associar o adolescente a um grupo de jovens envolvidos em confusões e atos de vandalismo na região da Praia Brava. Para os investigadores, a abordagem teve caráter intimidatório, uma vez que o porteiro já havia sido ouvido formalmente como testemunha no inquérito.
Suspeita de arma e indiciamentos aumentam tensão
Durante a análise das imagens, um detalhe chamou a atenção dos investigadores. Conforme explicou a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, o tio do adolescente aparece com um volume na região da cintura, levantando a suspeita de que ele pudesse estar armado no momento da coação.
Apesar da suspeita, a existência de uma arma não foi confirmada. Buscas realizadas na residência do suspeito não localizaram nenhuma pistola. Ainda assim, a Polícia Civil entendeu que houve tentativa clara de interferência na investigação.
Com isso, o pai e o tio flagrados no vídeo foram indiciados por coação de testemunha. Além deles, o pai de outro adolescente investigado pela morte do cão Orelha também foi formalmente indiciado pelo mesmo crime, reforçando a gravidade do cenário apurado até o momento.
Comentários nas redes falam em “justiça da rua” e preocupam autoridades
Enquanto a investigação avança, o clima de revolta se intensifica nas redes sociais. Em diversas publicações no Instagram sobre o caso, usuários afirmam que, na região da Praia Brava, o que mais se escuta é que “a rua vai fazer justiça” ou até mesmo “vingança” pela morte do cachorro comunitário.
Os comentários, embora não representem ações concretas, revelam um sentimento de indignação generalizada entre moradores e frequentadores da área. Para a polícia, esse tipo de discurso acende um sinal de alerta, já que pode incentivar retaliações ou tentativas de justiça pelas próprias mãos.
Fontes ligadas à investigação afirmam que a mãe dos adolescentes investigados teme que o crime realmente “pegue” os filhos, especialmente diante do avanço das provas, do indiciamento de familiares e da repercussão nacional do caso. A preocupação se intensificou após a divulgação das imagens de coação e o aumento da pressão popular.
A Polícia Civil reforça que o caso segue em investigação e que qualquer tentativa de intimidação ou vingança será tratada com rigor. As autoridades destacam que a responsabilização deve ocorrer exclusivamente por meio da Justiça, evitando novos episódios de violência motivados pela revolta coletiva.