Caso Orelha Tem Reviravolta Após Áudio de Porteiro Vir à Tona;… Ver mais
O caso da morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, teve mais um desdobramento que pode impactar diretamente o rumo das investigações. O porteiro do condomínio, apontado inicialmente como uma das principais testemunhas, voltou atrás em tudo o que havia dito anteriormente à polícia, segundo informações confirmadas por fontes ligadas ao inquérito.
A mudança de versão acendeu um novo alerta entre investigadores, em um caso já marcado por contradições, pressão popular e intensa repercussão nas redes sociais.

Porteiro muda versão e recua de declarações anteriores
De acordo com apuração, o porteiro prestou um novo depoimento e recuou integralmente das afirmações feitas em declarações anteriores, nas quais relatava situações que poderiam ligar adolescentes ao crime. No novo relato, ele teria afirmado que não presenciou diretamente os fatos relacionados à agressão contra o cão Orelha e que algumas informações repassadas antes teriam sido baseadas em comentários e impressões, não em fatos presenciados.
A retratação ocorre após o trabalhador relatar medo e forte pressão psicológica desde que o caso ganhou repercussão nacional. Familiares e pessoas próximas afirmam que o porteiro passou a temer represálias, diante do clima de hostilidade e das ameaças que surgiram após a divulgação de seu nome como testemunha-chave.
Investigação avalia impacto da retratação no inquérito
A Polícia Civil trata a mudança de versão com cautela. Investigadores avaliam se o recuo foi motivado por insegurança, pressão externa ou por uma reavaliação dos próprios fatos narrados anteriormente. Segundo fontes ligadas à apuração, nenhum depoimento é descartado automaticamente, e contradições fazem parte do processo investigativo.
Autoridades reforçam que o inquérito não se baseia em uma única testemunha, mas em um conjunto de provas, incluindo depoimentos cruzados, análise de celulares apreendidos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. A retratação do porteiro será confrontada com esses elementos para verificar sua consistência.
A delegada responsável pelo caso já havia destacado anteriormente que não existem vídeos que confirmem a autoria da agressão, o que torna ainda mais relevante a análise criteriosa de cada depoimento colhido.
Caso segue cercado de tensão e pedidos por cautela
A mudança de postura do porteiro ocorre em meio a um cenário de alta tensão. Jovens continuam sendo confundidos com os agressores por causa de nomes parecidos, e discursos de vingança seguem circulando nas redes sociais. Para a polícia, esse contexto aumenta o risco de injustiças e reforça a necessidade de cautela.
Autoridades reiteram que a responsabilização só pode ocorrer com base em provas técnicas, e não em versões instáveis ou pressões externas. A Polícia Civil pede que a população evite compartilhar acusações e aguarde a conclusão oficial do inquérito.
O caso do cão Orelha segue em investigação, agora com mais esse elemento a ser analisado. Enquanto a sociedade cobra respostas, a polícia trabalha para separar boatos de fatos, garantindo que qualquer conclusão seja sustentada por evidências concretas e juridicamente válidas.