Pastor Evangélico M0rre Após Barco Afundar Enquanto Fazia Missõ…Ver mais

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As águas que cercam Manaus fazem parte da rotina de milhares de moradores que dependem do transporte fluvial para se deslocar entre municípios do Amazonas. Em uma região marcada pela força e pela confluência dos rios Negro e Solimões, a navegação exige experiência e atenção constante. Foi nesse cenário que ocorreu o naufrágio da embarcação Lima Abreu XV, que segue mobilizando autoridades e familiares das vítimas.

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Na segunda-feira (16/2), foi confirmado que o corpo encontrado durante as buscas pertence a Fernando Grandêz, de 39 anos. Ele estava entre os desaparecidos desde a última sexta-feira (13), quando a lancha afundou na região conhecida como Encontro das Águas. A identificação foi realizada após laudo do Instituto Médico Legal, conforme informou o vice-prefeito e secretário de Assistência Social de Nova Olinda do Norte, Cristian Martins.

Com a confirmação, o número de mortos subiu para três. Entre as vítimas também estão uma criança de 3 anos e uma jovem de 22. Outras seis pessoas seguem desaparecidas.

Vítima era cantor gospel e atuava em igreja de Manaus

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Fernando Grandêz era conhecido na comunidade evangélica de Manaus. Cantor de música gospel, participava de eventos religiosos e mantinha presença ativa nas redes sociais. Amigos e familiares destacaram sua dedicação à fé e à música.

O velório foi realizado na IEADAM Vila Marinho, no bairro Compensa. Após a cerimônia, houve cortejo até o cemitério Recanto da Paz, em Iranduba. A despedida reuniu familiares, amigos e membros da igreja.

A embarcação havia partido de Manaus por volta das 12h30 com destino a Nova Olinda do Norte. Segundo informações oficiais, 80 pessoas estavam a bordo no momento do acidente. Destas, 71 foram resgatadas sem ferimentos graves.

Buscas continuam e comandante teve prisão decretada

As operações de resgate seguem sob coordenação do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e da Marinha do Brasil. A lancha foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade. Os trabalhos envolvem mergulhadores especializados, uso de drones e sobrevoos na área.

Uma equipe do Grupamento de Bombeiros Marítimo de São Paulo foi deslocada para reforçar as ações, dada a complexidade das buscas em águas profundas e de correnteza intensa.

O comandante da embarcação teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas e deverá responder por homicídio culposo. As causas do naufrágio ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.

Enquanto as buscas continuam, familiares das vítimas aguardam respostas sobre o que teria provocado o afundamento da lancha. Em uma região onde o transporte fluvial é essencial, o acidente reacende debates sobre segurança na navegação e fiscalização das embarcações que circulam diariamente pelos rios do Amazonas.

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