Homem Visita Túmulo Dos Filhos M0rtos pelo Pai e Arranc…Ver mais

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Os dois filhos de Sarah Tinoco Araújo, Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8, já foram enterrados em Itumbiara, no sul de Goiás. O clima na cidade ainda é de consternação após a tragédia ocorrida na noite de 11 de fevereiro, quando Thales Naves Alves Machado, então secretário de Governo do município, matou as crianças e tirou a própria vida. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás.

Filha do prefeito de Itumbiara, empresária e conhecida na comunidade local, Sarah publicou uma carta aberta dias após o ocorrido, marcando seu primeiro pronunciamento público. No texto, descreve uma dor que, segundo ela, não pode ser traduzida em palavras.

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Ela reconheceu falhas no casamento, mas não confirmou nem afirmou se houve traição, evitando comentar diretamente os rumores que passaram a circular. Em vez disso, concentrou-se na perda dos filhos e na dimensão do sofrimento.

O silêncio do cemitério e reflexões inevitáveis

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Após o sepultamento, familiares e moradores passaram a visitar o local onde Miguel e Benício foram enterrados. Quem vai até o cemitério relata um ambiente de silêncio profundo, interrompido apenas por orações e lágrimas discretas. Diante das lápides de duas crianças, muitos dizem que é impossível sair do local sem refletir sobre a fragilidade da vida.

A visita ao túmulo dos meninos tem provocado reflexões que vão além da tragédia em si. Pais que passaram pelo local relatam sair com o coração apertado, mas também com a sensação de que é preciso valorizar mais o tempo com os filhos, resolver conflitos com diálogo e buscar ajuda antes que situações difíceis se tornem irreversíveis.

Em meio à dor, o espaço se tornou também um ponto de oração. Amigos, familiares e membros da comunidade religiosa da família têm deixado flores e mensagens de fé.

Uma mãe marcada pela perda

Conhecida como mãe presente e dedicada, Sarah sempre compartilhava momentos ao lado dos filhos. Amigos a descrevem como guerreira, empresária determinada e profundamente ligada à família. Agora, enfrenta o que ela mesma chamou de “a maior dor que uma mãe pode suportar”.

Em sua carta, pediu perdão às famílias e amigos e declarou confiar na misericórdia divina para que os filhos encontrem descanso e paz. A publicação gerou manifestações de solidariedade, mas também manteve o debate público sobre os desdobramentos da tragédia.

Enquanto as investigações continuam, a cidade tenta reconstruir-se emocionalmente. E para quem visita o local onde Miguel e Benício foram enterrados, a cena silenciosa das duas sepulturas lado a lado acaba se transformando em um convite à reflexão: sobre amor, cuidado, responsabilidade e o valor de cada momento em família.

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