Vidente Revela Que Pai Que Tirou a Vida dos Filhos Foi para o Infe…Ver mais
A tragédia que abalou a cidade de Itumbiara voltou a repercutir nas redes sociais após uma vidente afirmar que Thales Naves Alves Machado “pode não ter ido para um bom lugar” no plano espiritual. A declaração faz referência ao fato de o ex-secretário de Governo ter tirado a própria vida e a de seus dois filhos na noite de 11 de fevereiro.
Segundo a vidente, atitudes que envolvem a interrupção da própria vida e a de terceiros teriam consequências espirituais severas. Em vídeo publicado em suas redes, ela afirmou que, em sua percepção, “atos dessa natureza deixam marcas profundas no espírito” e que “nem sempre o destino após a morte é de luz e paz”. A declaração rapidamente ganhou milhares de visualizações e provocou forte reação do público.
Embora não tenha citado detalhes religiosos específicos, a vidente mencionou que, em sua crença, ações consideradas graves poderiam influenciar o caminho espiritual após a morte. Ela também disse que não cabe aos vivos julgar, mas que “a lei espiritual é maior que qualquer lei humana”.
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Debate sobre fé, julgamento e misericórdia
A fala dividiu opiniões. Parte dos internautas afirmou concordar com a interpretação espiritual apresentada, defendendo que determinadas atitudes teriam consequências além da vida terrena. Outros, porém, criticaram o momento escolhido para a declaração, considerando inadequado discutir publicamente o destino espiritual de alguém envolvido em uma tragédia recente.
Especialistas em religião lembram que diferentes tradições cristãs possuem interpretações variadas sobre o tema. Algumas correntes históricas associaram o suicídio a condenação espiritual automática. Já outras linhas teológicas contemporâneas destacam a importância de considerar o sofrimento psicológico e defendem que apenas Deus poderia julgar plenamente a condição espiritual de uma pessoa.
A repercussão também reacendeu discussões sobre saúde mental e responsabilidade coletiva. Psicólogos alertam que declarações categóricas sobre condenação espiritual podem aumentar o estigma em torno do tema e dificultar o diálogo sobre prevenção.
Impacto na família e na comunidade
A família ainda vive o luto pela morte das crianças, Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8, que já foram sepultadas em Itumbiara. A mãe dos meninos, Sarah Tinoco Araújo, publicou recentemente uma carta aberta expressando dor profunda e pedindo perdão, mas não comentou as declarações da vidente.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que apura as circunstâncias da tragédia.
Enquanto isso, a cidade ainda tenta lidar com o impacto emocional do episódio. A declaração espiritual ampliou o debate público, misturando fé, justiça, dor e especulação. Para muitos moradores, o momento é de silêncio e reflexão. Para outros, é também de questionamento sobre os limites entre crença pessoal e exposição pública em meio a um luto ainda tão recente.
Se você ou alguém próximo estiver enfrentando sofrimento emocional intenso, procurar apoio profissional pode ser um passo importante. Conversar com pessoas de confiança e buscar ajuda especializada faz diferença.