Planos podem ser arquitetados de maneira fria e silenciosa, especialmente quando alguém se aproveita da confiança da vítima para colocar em prática intenções criminosas. Às vezes, tudo começa com um simples pretexto, uma história aparentemente inofensiva, que esconde uma armadilha cuidadosamente planejada. Foi assim que a morte de Luana Carolina de Paulo Melo, de 27 anos, abalou profundamente a cidade de Araguari, no Triângulo Mineiro.
Mãe dedicada de uma menina de 5 anos, Luana era conhecida pelo talento como trancista e pela personalidade comunicativa. Amigos relatam que ela conquistava clientes e fazia amizades com facilidade. Descrita como intensa e generosa, estava sempre disposta a ajudar quem estivesse por perto. Sua rotina era dividida entre o trabalho, os cuidados com a filha e momentos ao lado da família.
No domingo, 22 de fevereiro, a jovem saiu de casa após receber a informação de que um conhecido teria encontrado uma bolsa que seria dela. O homem, de 38 anos, teria usado esse argumento para atraí-la até sua residência, localizada no bairro Brasília. Depois desse momento, o silêncio passou a preocupar familiares, já que Luana deixou de responder mensagens e ligações.
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Corpo foi encontrado na casa do suspeito
Horas depois, o corpo da jovem foi localizado dentro da residência do suspeito, na rua Corumbá. De acordo com informações da Polícia Militar de Minas Gerais, havia sinais de estrangulamento e indícios de violência sexual. O caso passou a ser investigado como feminicídio.
A notícia se espalhou rapidamente pela cidade, provocando indignação e comoção. Moradores da região acompanharam o trabalho das autoridades e manifestaram revolta diante da brutalidade do crime. A morte de uma jovem mãe, conhecida e querida na comunidade, gerou uma onda de solidariedade à família.
Segundo a polícia, o suspeito fugiu levando o celular e a motocicleta da vítima. Ele teria seguido para Goiânia, mas foi localizado e preso na madrugada de terça-feira, 24 de fevereiro. A prisão foi resultado de um trabalho conjunto de investigação e monitoramento das forças de segurança.
Lembranças de uma mulher sonhadora e dedicada à filha
Amigos de infância recordam que Luana irradiava energia por onde passava. Sonhava alto, principalmente quando o assunto era o futuro da filha. Fazia questão de proporcionar momentos especiais, como passeios em parques, encontros familiares e almoços de domingo ao lado da mãe e da avó.
Mesmo tendo enfrentado perdas e desafios ao longo da vida, mantinha o sorriso e a determinação. Para quem convivia com ela, fica a memória de uma mulher vibrante, que valorizava a amizade e colocava amor em tudo o que fazia.
O caso segue sob investigação, enquanto familiares e amigos tentam lidar com a dor da perda. A tragédia reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a importância de mecanismos de proteção e denúncia para evitar que histórias como a de Luana se repitam.