Um ataque registrado na segunda-feira, 28 de fevereiro, deixou 57 alunas mortas em uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã, conforme informou a agência estatal IRNA. O episódio ocorre em meio a uma escalada de confrontos na região e provocou forte comoção nacional, além de ampliar o clima de tensão no Oriente Médio.
Segundo o governador do condado, Mohammad Radmehr, outras 60 estudantes ficaram feridas. Até a última atualização oficial, 53 ainda permaneciam sob os escombros do prédio atingido. Equipes de resgate seguem mobilizadas na tentativa de localizar sobreviventes e retirar vítimas da estrutura parcialmente destruída.
Minab está localizada na província de Hormozgan, área estratégica próxima ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. A posição geográfica reforça a sensibilidade da região em momentos de instabilidade internacional.
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Ofensiva militar e contexto geopolítico
O ataque ocorreu durante uma ofensiva coordenada atribuída aos Estados Unidos e a Israel contra alvos iranianos. Dias antes, explosões já haviam sido registradas em Teerã e em outras cidades do país, indicando um cenário de confrontos ampliados.
Autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estariam entre os alvos pretendidos nas ações militares. Até o momento, não há confirmação oficial sobre os resultados diretos dessas investidas.
Em resposta às ofensivas, o Irã lançou mísseis contra território israelense e realizou ataques contra bases militares norte-americanas na região. A troca de ataques intensificou o clima de instabilidade, elevando o risco de um conflito mais amplo.
A localização de Minab, próxima ao Estreito de Ormuz, também desperta preocupação internacional. A região é estratégica para o comércio global de petróleo, e qualquer agravamento do conflito pode gerar impactos econômicos além das fronteiras iranianas.
Impacto humanitário e comoção nacional
O ataque à escola provocou forte comoção dentro do Irã. Imagens de equipes de resgate atuando entre escombros e relatos de familiares à espera de informações aumentaram o sentimento de apreensão no país.
Organizações locais reforçaram o apelo por maior proteção à população civil, especialmente crianças e adolescentes. Especialistas em relações internacionais apontam que, mesmo quando direcionadas a alvos considerados estratégicos, operações militares podem gerar danos colaterais significativos em áreas povoadas.
A tragédia reacendeu debates sobre os limites das ações armadas em zonas urbanas e sobre a necessidade de medidas mais rigorosas para evitar que civis sejam atingidos em meio a disputas geopolíticas.
Enquanto as buscas continuam em Minab, o clima permanece de incerteza. O episódio evidencia como confrontos entre nações podem produzir consequências profundas e imprevisíveis, afetando diretamente comunidades que não participam das decisões estratégicas, mas acabam no centro dos acontecimentos.