A morte da jornalista Fernanda Santos provocou forte comoção entre colegas de profissão e também no universo do samba paulista. Produtora de reportagens da TV Globo, ela morreu na noite de quarta-feira (18), aos 53 anos, após sofrer um acidente de trânsito em São Paulo. Fernanda retornava para casa depois de uma sessão de fisioterapia quando ocorreu a colisão. Ela chegou a ser socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu.
A notícia foi anunciada ao vivo na manhã desta quinta-feira (19), durante o Bom Dia São Paulo. Em um momento de grande emoção, os apresentadores interromperam o telejornal para comunicar a perda da colega. Visivelmente abalados, destacaram a convivência diária com Fernanda e sua importância nos bastidores da emissora, o que gerou imediata repercussão nas redes sociais.

Carreira consolidada e respeito no jornalismo
Mais acessadas do dia
Natural da Brasilândia, na zona norte da capital paulista, Fernanda Santos se formou em Jornalismo pela Unesp de Bauru em 1998. Sua trajetória na TV Globo começou em 2005, onde permaneceu por mais de duas décadas. Ao longo dos anos, construiu uma carreira sólida na produção de reportagens, sendo reconhecida pelo comprometimento e pela qualidade do trabalho.
Entre colegas, era vista como uma profissional discreta, dedicada e extremamente competente. Sua atuação não se limitava apenas às rotinas da redação, já que também participou de coberturas especiais e projetos importantes dentro da emissora. Fernanda ainda tinha uma formação acadêmica ampla: além do jornalismo, era formada em Pedagogia, mestre e doutora em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP).

Paixão pelo Carnaval e legado cultural
Um dos grandes destaques da trajetória de Fernanda foi sua ligação com o Carnaval de São Paulo. Presença constante no Sambódromo do Anhembi, ela se tornou referência na cobertura das escolas de samba, sendo reconhecida pelo conhecimento profundo sobre o tema.
Torcedora da Mocidade Alegre, Fernanda acompanhava de perto o cotidiano das agremiações, frequentando quadras e barracões, especialmente durante os preparativos para os desfiles. Em nota de despedida, a escola destacou a dedicação da jornalista e agradeceu pelo trabalho realizado ao longo dos anos, ressaltando sua contribuição para levar a cultura do samba a todo o Brasil.
Além da atuação no jornalismo e no Carnaval, Fernanda também se envolvia em causas sociais e acadêmicas. Ela integrava o coletivo Ocareté, voltado a debates sobre decolonização e questões raciais, e participou da organização do livro “Ensaios sobre Racismos”, lançado em 2020.
A morte de Fernanda Santos deixa uma lacuna tanto no jornalismo quanto no universo cultural. Seu legado é marcado pela paixão pela comunicação, pelo respeito à cultura popular e pela dedicação a tudo o que se propôs a fazer ao longo da vida.