Esta terça-feira (30/03) começou com mais um caso de violência contra a mulher que chocou moradores da Grande São Paulo. A ocorrência envolveu não apenas uma vítima adulta, mas também uma criança de apenas dois anos, o que aumentou ainda mais a gravidade e a comoção em torno do episódio.
O caso aconteceu no município de Suzano, onde uma mulher se jogou do terceiro andar de um apartamento com a filha no colo para fugir das agressões do companheiro. O episódio ocorreu no último domingo (29/03), em um condomínio localizado na Estrada Takashi Kobata.

Mulher pula do terceiro andar para escapar de agressões
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De acordo com informações da polícia, a vítima foi socorrida após a queda e levada a uma unidade de saúde. Apesar das fraturas no pé e no braço, ela permaneceu consciente e conseguiu relatar o que havia acontecido.
Segundo seu depoimento, ela se trancou no banheiro do apartamento ao perceber que estava sendo agredida pelo companheiro. No entanto, diante da tentativa do homem de arrombar a porta com uma faca, decidiu pular pela janela com a filha para tentar escapar.
A criança, de apenas dois anos, ficou em estado grave e precisou ser internada no Hospital Luzia de Pinho Melo. Já a mulher foi atendida na Santa Casa de Suzano.
Antes da chegada da polícia, o agressor ainda voltou a atacar a vítima no térreo do prédio. Segundo relatos, ele teria pressionado o corpo da mulher contra o chão e feito ameaças, dizendo que ela também morreria caso algo acontecesse com a filha.
A cena foi presenciada por moradores, que se revoltaram com a situação. O homem chegou a ser agredido por vizinhos antes da chegada das autoridades.

Suspeito é preso após admitir agressões
O agressor, identificado como Paulo Sérgio Pereira de Souza, foi preso e confessou à polícia que agrediu a companheira. Em depoimento, ele afirmou que teria “perdido a cabeça” após descobrir uma suposta traição.
Inicialmente, o suspeito apresentou uma versão diferente, alegando que apenas havia empurrado a mulher durante uma discussão. No entanto, diante das contradições e das evidências, acabou admitindo as agressões.
Ele também afirmou que pegou uma faca para abrir a porta do banheiro, mas negou que tenha usado o objeto para ameaçar a vítima. Ainda assim, a polícia considerou o contexto como grave, especialmente pela presença da criança e pelo risco iminente de morte.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que devem apurar todos os detalhes da ocorrência. A situação reforça a gravidade da violência doméstica e os riscos enfrentados por vítimas que, muitas vezes, precisam tomar decisões extremas para tentar sobreviver.
Enquanto isso, a criança permanece internada em estado grave, e o episódio segue gerando forte comoção entre moradores da região, que acompanham o caso com preocupação e expectativa por justiça.