Criança Desaparecida é Encontrada Sem Vida em SP, Era Filho do…Ver mais
A cidade de Marília amanheceu tomada por comoção nesta semana após a confirmação da morte do adolescente João Raspante Neto, de 13 anos. O caso mobilizou moradores, autoridades e milhares de internautas, especialmente pela forma como os acontecimentos se desenrolaram desde o desaparecimento até a localização do corpo.

Desaparecimento mobilizou buscas intensas na região
João, que possuía diagnóstico de transtorno do espectro autista nível 3 e não era verbal, desapareceu na tarde de segunda-feira, 6 de abril de 2026, na chácara onde vivia com a família. Diante da situação, equipes de resgate e voluntários iniciaram buscas imediatas nas imediações.
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Após horas de procura, o corpo do adolescente foi encontrado na madrugada do dia seguinte em uma lagoa localizada no Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, a cerca de 870 metros da residência. O local, de difícil acesso e com características perigosas, rapidamente se tornou foco das investigações.
Próximo ao corpo, foram encontrados objetos pessoais, como o celular e as roupas do jovem, o que ajudou a direcionar os primeiros levantamentos realizados pelas autoridades.
Hipóteses apontam para acidente em área de risco
O caso foi inicialmente registrado como morte acidental, e duas hipóteses principais passaram a ser analisadas. A primeira aponta para um possível afogamento convencional. Já a segunda considera a possibilidade de o adolescente ter escorregado na lona plástica que reveste a lagoa.
Segundo informações da Defesa Civil, havia marcas compatíveis com escorregamento no local. Esse tipo de revestimento, somado aos taludes íngremes, pode dificultar qualquer tentativa de saída, aumentando o risco de acidentes graves.
A Polícia Científica realizou a perícia técnica e, em análise preliminar, não identificou sinais de violência no corpo. Apesar disso, o inquérito segue em aberto, aguardando laudos complementares que devem confirmar a causa exata da morte.
O cenário encontrado reforça a tese de que fatores estruturais do ambiente podem ter sido determinantes para o desfecho trágico.
Comoção nas redes e alerta sobre segurança
João era irmão caçula de Gustavo Rossi (Sacy), conhecido internacionalmente no cenário de esportes eletrônicos. Durante o período de buscas, o jogador utilizou suas redes sociais para mobilizar seus seguidores, alcançando grande repercussão.
A mobilização foi imediata, com milhares de pessoas compartilhando informações e mensagens de apoio à família. Após a confirmação da morte, o influenciador retornou às redes visivelmente abalado, agradecendo o empenho de todos que participaram das buscas.
O caso levanta um alerta importante sobre a segurança em áreas próximas a estruturas como centros de tratamento de esgoto, especialmente quando há acesso facilitado ou ausência de barreiras eficazes. Também chama atenção para a vulnerabilidade de pessoas com necessidades específicas de suporte, reforçando a importância de medidas preventivas e acompanhamento constante em ambientes de risco.
Enquanto a investigação segue em andamento, a cidade permanece impactada pela perda precoce do adolescente, em um episódio que mistura dor, comoção e questionamentos sobre segurança e prevenção.