A morte de um bebê de apenas cinco meses em Dourados provocou forte comoção e levantou discussões delicadas sobre responsabilidade, acidentes domésticos e cuidados com recém-nascidos. O caso ocorreu na Aldeia Bororó e teve novos desdobramentos após decisão da Justiça.
A jovem de 22 anos, mãe da criança, havia sido presa no último sábado, 4 de abril de 2026, mas foi colocada em liberdade por determinação judicial. As autoridades classificaram o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, o que influenciou diretamente na decisão.
A liberação ocorreu levando em consideração as circunstâncias do ocorrido e também o estado emocional da mãe, que, segundo informações, estaria em choque diante da perda da filha.
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Dinâmica do ocorrido foi esclarecida em depoimento
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, a mãe e o marido, de 36 anos, haviam consumido bebidas alcoólicas antes de retornar para casa durante a madrugada. Ao chegarem, os dois se deitaram para dormir na mesma cama onde estava o bebê.
Durante o sono, a mulher teria se movimentado sem perceber e acabou ficando sobre a criança, provocando asfixia. Ao acordar e notar a situação, ela procurou ajuda imediatamente na casa do pai, mas o bebê já não apresentava sinais vitais.
Equipes da perícia e da Polícia Militar estiveram no local para realizar os procedimentos necessários. A mãe foi encaminhada à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde prestou depoimento.
Durante o relato, ela confirmou o consumo de álcool antes de dormir, informação que foi incluída no boletim de ocorrência e passou a fazer parte das investigações.
Justiça aponta ausência de intenção e mantém investigação
A decisão judicial que determinou a soltura da jovem considerou que não houve intenção de causar a morte da criança. Por isso, o caso foi enquadrado como homicídio culposo, o que permite que a investigada responda ao processo em liberdade.
“A mulher poderá responder ao processo em liberdade, uma vez que o crime foi tipificado como homicídio culposo, quando não há a intenção de matar”, destacou um trecho da decisão.
Apesar da liberação, o caso segue em investigação para esclarecer todos os detalhes e confirmar a dinâmica dos fatos. As autoridades devem analisar laudos periciais e outros elementos que possam contribuir para o entendimento completo da ocorrência.
O episódio também reacende o debate sobre práticas seguras no cuidado com bebês, especialmente em relação ao compartilhamento de cama e ao consumo de álcool. Especialistas alertam que situações como essa, embora acidentais, podem trazer consequências graves e irreversíveis.
A tragédia reforça a importância da informação e da prevenção, principalmente nos primeiros meses de vida, período considerado mais sensível para a segurança dos recém-nascidos.