A investigação sobre a morte do cão Orelha ganhou um novo desdobramento que pode mudar completamente o rumo do caso. Mesmo após forte repercussão nas redes sociais e comoção pública, o processo pode acabar sendo arquivado por falta de provas concretas que comprovem a prática de crime.
De acordo com informações apuradas, a simples presença de menores de idade em vídeos relacionados ao caso não é suficiente para sustentar uma acusação formal. A ausência de elementos mais robustos, como depoimentos consistentes ou provas técnicas conclusivas, tem sido um dos principais obstáculos enfrentados pelas autoridades responsáveis.

Falta de provas pode levar ao arquivamento do caso
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O pedido recente do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por novas diligências indica que o órgão ainda busca reunir elementos que permitam uma conclusão jurídica mais segura. Com isso, o prazo para análise foi ampliado em mais 30 dias, período em que novas provas poderão ser coletadas.
Anteriormente, em fevereiro, já haviam sido solicitadas diligências complementares à Polícia Civil, incluindo a exumação do corpo do animal. O resultado da perícia apontou que não houve fraturas ósseas provocadas por ação humana, embora tenha sido identificada uma lesão contundente na região da cabeça — um detalhe que ainda levanta questionamentos.
Apesar disso, especialistas destacam que, sem a comprovação clara de autoria e materialidade, não é possível avançar com uma denúncia. No sistema jurídico brasileiro, o Ministério Público só pode oferecer denúncia quando há indícios suficientes de que um crime foi cometido e de quem seria o responsável.
Pressão pública e próximos passos da investigação
Outro ponto levantado por fontes ligadas ao caso é o impacto da repercussão nas redes sociais. A exposição massiva, somada à disseminação de informações não verificadas, pode ter contribuído para um ambiente de pressão sobre as autoridades. Segundo análise, esse cenário pode prejudicar a condução técnica do processo, transformando a investigação em um “espetáculo midiático”.
Atualmente, um grupo técnico foi formado para auxiliar as Promotorias de Justiça envolvidas, especificamente a 10ª e a 2ª Promotorias da Capital. Esse grupo atua na análise detalhada das provas e na definição dos próximos passos.
Diante do que já foi apurado, o Ministério Público possui algumas alternativas: solicitar novas diligências, arquivar o caso por ausência de provas ou, caso surjam elementos suficientes, apresentar denúncia à Justiça. Em situações que envolvam menores de idade, também pode ser instaurado procedimento por ato infracional.
Enquanto isso, o caso segue em análise, cercado por dúvidas e expectativa. A decisão final dependerá exclusivamente da existência — ou não — de provas capazes de sustentar uma acusação formal dentro dos critérios legais.