Uma investigação marcada por extrema frieza e violência tem causado forte comoção no interior do Pará. O caso, registrado em São Miguel do Guamá, envolve a prisão de uma mulher suspeita de envenenar duas crianças como forma de vingança após o fim de um relacionamento.
A principal investigada é Suelen Castro da Vera Cruz, apontada pelas autoridades como responsável por um crime que chocou a população local pela crueldade e pelo nível de planejamento envolvido.

Plano teria sido premeditado e executado com frieza
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De acordo com informações da Polícia Civil do Pará, a suspeita teria elaborado uma estratégia para se aproximar das vítimas. Ela atraiu os filhos de sua ex-companheira com a promessa de gravar vídeos para redes sociais e ofereceu bombons como recompensa.
As investigações apontam que os doces estavam contaminados com substâncias tóxicas. Um menino de 8 anos não resistiu e morreu, enquanto o irmão, de 10 anos, segue internado em estado grave, lutando pela vida.
O delegado Henrique Inácio, responsável pelo caso, destacou que a suspeita apresentou comportamento considerado frio e desconexo durante os interrogatórios. Segundo ele, há indícios de que o crime foi cuidadosamente planejado, com pesquisas prévias sobre venenos, incluindo raticidas, e consultas sobre sua eficácia.
A linha de investigação também busca entender se houve participação de outras pessoas ou se a ação foi totalmente individual. O caso segue em andamento, com coleta de provas e depoimentos.
Histórico levanta suspeitas de outros crimes
Durante o aprofundamento das investigações, a polícia identificou um possível padrão na conduta da suspeita. Um outro caso, ocorrido em março deste ano, envolvendo a morte de uma criança em circunstâncias semelhantes, passou a ser reavaliado.
Para esclarecer essa possível ligação, a Justiça autorizou a realização de exames toxicológicos detalhados e a exumação do corpo da vítima anterior. O objetivo é verificar se houve uso de substâncias semelhantes e confirmar ou descartar a participação da investigada.
Além disso, testemunhas relataram comportamentos considerados perturbadores. Há suspeitas de que Suelen teria provocado um incêndio na residência da família das vítimas durante o velório de uma das crianças. No mesmo período, também teria furtado uma quantia em dinheiro, aproveitando-se do momento de fragilidade emocional.
Outro episódio citado pelas autoridades ocorreu em 2023, quando a mulher teria simulado o próprio sequestro e o do filho com o objetivo de obter vantagens financeiras. Na ocasião, vídeos teriam sido utilizados para sustentar a farsa.
Diante da gravidade dos fatos, a suspeita deve responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, incêndio criminoso e furto. A polícia continua investigando o caso para identificar possíveis cúmplices e reunir provas que sustentem as acusações.
O episódio reforça o impacto de crimes dessa natureza na sociedade e levanta discussões sobre segurança, convivência familiar e a necessidade de atenção a sinais de comportamento que possam indicar risco.