Uma noite que prometia ser apenas de música e entretenimento terminou em violência na cidade de Franca. Durante um show da dupla Henrique & Juliano, realizado no último domingo, 12 de abril de 2026, uma empresária foi baleada após uma sequência de desentendimentos que começaram dentro do evento e se estenderam para fora do local.
A vítima foi identificada como Giovanna Adriana Abdala, de 29 anos. Ela foi atingida por um disparo na região do corpo enquanto acompanhava o marido, Marcelo Silva Rossato. O caso ganhou repercussão pela gravidade da situação e pelo contexto em que ocorreu, envolvendo um ambiente que deveria ser de lazer.
Segundo as primeiras informações, a confusão teve início ainda no camarote do evento, quando Marcelo questionou a presença do empresário Rafael Araldi Moreira em uma área considerada restrita. O desentendimento evoluiu rapidamente, gerando tensão entre os envolvidos.
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Discussão começa no evento e termina em disparos
De acordo com os registros das investigações, o conflito não terminou no local do show. Após a discussão inicial, os envolvidos teriam se deslocado até a frente do prédio onde Rafael Araldi Moreira reside, o que contribuiu para a escalada da situação.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o empresário efetuou disparos de arma de fogo. Um dos tiros atingiu Giovanna, que acabou sendo a principal vítima da ocorrência. O projétil, de calibre .380, causou ferimentos graves e exigiu atendimento médico imediato.
A empresária foi socorrida às pressas e encaminhada a um hospital particular da região, onde passou por cirurgia. Apesar de seu estado atual ser considerado estável, o caso ainda inspira cuidados, já que a bala permanece alojada em uma área sensível do intestino.
O episódio gerou preocupação e chamou atenção para a rapidez com que conflitos podem sair do controle, principalmente quando envolvem armas de fogo.
Investigação apura motivação e possível legítima defesa
A Polícia Civil de São Paulo segue investigando o caso para esclarecer a sequência exata dos acontecimentos e identificar as responsabilidades. Entre os possíveis crimes analisados estão lesão corporal, ameaça e disparo de arma de fogo.
A defesa de Rafael Araldi Moreira sustenta que ele teria agido em legítima defesa, argumento que será analisado pelas autoridades com base nas provas reunidas. A perícia no local, o exame da arma apreendida e a análise das imagens de segurança serão fundamentais para confrontar as versões apresentadas.
Além disso, o depoimento da própria vítima e de testemunhas deve ajudar a esclarecer se houve excesso na reação e quais circunstâncias levaram ao disparo. O caso permanece em andamento e pode ter novos desdobramentos conforme as investigações avançam.
O episódio reforça o alerta sobre a violência em eventos e a necessidade de medidas de segurança mais rigorosas, especialmente em situações onde conflitos interpessoais podem evoluir rapidamente para consequências graves.