Menina de 12 Anos Morre Após Cabelo Ficar Preso no Ralo da Pisc…Ver mais
A morte da menina Laura Pereira Camargo, de apenas 12 anos, causou grande comoção no interior de São Paulo e reacendeu o alerta sobre os riscos em piscinas residenciais. O acidente ocorreu na última sexta-feira (17), em Mirassol, enquanto a jovem nadava na casa de uma amiga. Durante a brincadeira, o cabelo dela foi sugado pelo ralo da piscina, fazendo com que ficasse submersa por cerca de cinco minutos.
Laura foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e levada inicialmente para a unidade de saúde da cidade. Devido à gravidade do quadro, foi transferida para o Hospital da Criança e Maternidade, em São José do Rio Preto, onde permaneceu internada em estado crítico. Dois dias depois, no domingo (19), a menina não resistiu e morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos, além de complicações como pneumonia bacteriana.

Acidente raro, mas perigoso, chama atenção para riscos em piscinas
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O caso chamou atenção pela forma como ocorreu. A sucção de ralos em piscinas é um risco pouco discutido, mas que pode ser extremamente perigoso, principalmente quando não há dispositivos de proteção adequados. A força de sucção pode prender cabelos ou partes do corpo, dificultando a saída da vítima e levando a situações graves como afogamento.
De acordo com o boletim de ocorrência, os bombeiros informaram que Laura permaneceu submersa por vários minutos, tempo suficiente para causar danos severos ao organismo. Esse tipo de acidente, embora não seja comum, já foi registrado em outras situações, inclusive envolvendo adultos.
A morte da menina também trouxe à tona a importância da manutenção adequada de piscinas e da instalação de equipamentos de segurança, como tampas antissucção e sistemas de desligamento automático. Especialistas alertam que esses itens podem ser decisivos para evitar tragédias.
Outros casos reforçam alerta e necessidade de prevenção
Situações semelhantes já foram registradas recentemente no estado. No início de março, uma criança de apenas um ano morreu afogada em uma piscina na cidade de Barbosa, durante uma confraternização familiar. Em outro caso, no período do Ano-Novo, outra criança da mesma idade também perdeu a vida em uma piscina em São José do Rio Preto.
Além disso, um episódio envolvendo um adulto também chamou atenção. Um salva-vidas morreu após ser sugado pelo ralo em um parque aquático em Itupeva, ao tentar recuperar um objeto dentro da água. O caso reforça que o risco não se limita apenas a crianças.
A sequência de ocorrências evidencia a necessidade de maior atenção em ambientes aquáticos, especialmente em piscinas residenciais, onde nem sempre há fiscalização ou equipamentos adequados. Medidas simples, como supervisão constante, manutenção dos sistemas e uso de dispositivos de segurança, podem fazer a diferença.
A morte de Laura Pereira Camargo deixa um alerta importante para famílias e responsáveis, destacando que momentos de lazer também exigem cuidados. O caso segue sendo lembrado como um exemplo trágico de como situações inesperadas podem acontecer e da importância de prevenção para evitar novas perdas.