Professora Desaparecida é Encontrada Morta Dentro do Próprio Quin…Ver mais
Um crime brutal registrado em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, chocou moradores e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher no Brasil. A professora Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, foi encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa onde vivia com o marido, principal suspeito do crime.
O homem, identificado como Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, de 39 anos, foi preso na noite de sexta-feira (25), no bairro Vila São João. A descoberta do corpo ocorreu após dias de angústia para familiares, que já buscavam respostas desde o desaparecimento da vítima.
Elisângela atuava na educação infantil e era conhecida na comunidade. O desaparecimento havia sido registrado pela irmã da professora na quinta-feira (24), o que deu início às investigações conduzidas pela polícia.
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Versão do suspeito levanta suspeitas e leva polícia até o corpo
Durante o depoimento na delegacia, a versão apresentada por Jacemir chamou a atenção dos investigadores por apresentar inconsistências. Diante das contradições, os policiais decidiram ir até a residência do casal para averiguar a situação de perto.
No local, os agentes identificaram uma área com sinais de “terra mexida” no quintal, o que levantou ainda mais suspeitas. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, após buscas, confirmou o pior cenário: o corpo de Elisângela estava enterrado no terreno da própria casa.
Após a descoberta, o suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. O corpo da vítima foi removido para exames, que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte e o tempo exato do crime.
Revolta de moradores e investigação por feminicídio
A prisão gerou revolta na população local. Moradores se reuniram em frente à residência e tentaram agredir o suspeito, sendo necessária a intervenção da Polícia Militar para evitar um possível linchamento. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Jacemir é levado sob gritos de “assassino”.
O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio. As autoridades seguem investigando a motivação do crime, que ainda não foi oficialmente esclarecida.
A morte de Elisângela reforça um cenário preocupante no país, onde casos de feminicídio continuam sendo registrados com frequência. Especialistas alertam para a importância de denunciar sinais de violência e buscar apoio antes que situações se agravem.
Até o momento, a Secretaria de Educação do município não havia se pronunciado sobre o caso. Enquanto isso, familiares, amigos e a comunidade escolar lamentam a perda de uma profissional dedicada, cuja vida foi interrompida de forma trágica.
O caso segue sob investigação, e a expectativa é de que novos detalhes sejam divulgados nos próximos dias.