Caso Benício: Médica Vendia Maquiagem Enquanto Menino Agonizava Pa…Ver mais

A tragédia que vitimou o pequeno Benício Xavier de Freitas, de apenas 6 anos, em um hospital particular de Manaus, chocou o país ao ser detalhada pelo programa Fantástico. O que inicialmente parecia ser um atendimento de rotina transformou-se em um cenário de horror devido ao que a polícia classificou como um “erro médico grosseiro”.

A investigação revelou que a criança recebeu uma overdose de adrenalina diretamente na veia, quando a indicação correta para o seu quadro clínico seria a administração por inalação. Esse equívoco fatal desencadeou uma série de eventos irreversíveis que culminaram na morte do menino 14 horas após o procedimento.

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A Cadeia de Erros e a Indiferença Médica

O inquérito policial detalha uma sucessão de falhas e negligências que apontam para uma conduta profissional alarmante. A médica Juliana Brasil é apontada como a responsável por prescrever a medicação de forma incorreta e sem a devida conferência.

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Somando-se a isso, a técnica de enfermagem Raiza Bentes executou a aplicação intravenosa, ignorando inclusive os questionamentos da mãe de Benício, que chegou a alertar sobre a orientação anterior de uso por inalação. A rapidez com que o quadro da criança se deteriorou após a aplicação foi devastadora, levando-o a um sofrimento agudo antes do óbito na UTI.

O que mais estarreceu os investigadores, contudo, foi o comportamento da médica durante o período de atendimento. Registros de mensagens em seu celular revelaram que, enquanto o caso de Benício se desenrolava, ela estava distraída negociando a venda de cosméticos e conferindo pagamentos via Pix.

Essa postura de indiferença foi um dos pilares para o indiciamento por homicídio doloso com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Além da desatenção, a polícia investiga a suspeita de que a profissional tenha tentado manipular provas após perceber a gravidade da situação.

Falhas Estruturais e a Busca por Justiça

A investigação não se limitou às condutas individuais, mas expôs as vísceras de uma unidade de saúde operando em condições precárias. O hospital apresentava falhas estruturais graves, como a ausência de um farmacêutico de plantão para validar dosagens e uma equipe reduzida, fatores que criaram o ambiente propício para a tragédia.

Por conta dessas omissões, dois diretores da unidade também foram responsabilizados no inquérito. A falta de protocolos rígidos de segurança transformou uma instituição de cura em um local de risco para seus pacientes mais vulneráveis.

Atualmente, quatro pessoas respondem pelas decisões que selaram o destino de Benício. Para a família, a dor da perda é ampliada pela consciência de que a morte do filho era perfeitamente evitável. A cobrança por justiça ecoa como um pedido de socorro contra a desumanização do atendimento médico e o descaso institucional.

Enquanto o processo avança, o caso de Manaus serve como um doloroso alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa em hospitais particulares, garantindo que o lucro jamais seja colocado acima da ética e da preservação da vida.

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