Estudante é morta ao lado de quatro amigos logo após te…Ver mais

O trágico acidente na rodovia GO-518, no trecho entre Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, comoveu o estado de Goiás e acendeu um alerta urgente sobre as condições de trafegabilidade e fiscalização nas estradas estaduais. A colisão fatal entre uma van escolar e uma carreta de carga resultou na perda precoce de cinco adolescentes, com idades entre 11 e 14 anos, todos alunos do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro.

Entre as vítimas estava Isadora Castro Neves, de 12 anos. Nas redes sociais, sua mãe, Nalas Castro, expressou a dor imensurável que consome a família, traduzindo o sentimento de desespero e a extrema dificuldade em assimilar uma despedida tão abrupta. O luto coletivo mobilizou a comunidade local, que prestou homenagens durante o sepultamento dos jovens, gerando ainda manifestações oficiais de pesar por parte de órgãos do poder legislativo municipal.

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O sinistro ocorreu durante o período noturno, quando a van, que transportava treze ocupantes, colidiu violentamente contra a traseira de um caminhão boiadeiro. Além dos cinco óbitos confirmados no local, o condutor do utilitário e outros sete passageiros sofreram ferimentos e precisaram ser transferidos para hospitais da região oeste goiana. A tragédia interrompeu vidas promissoras e deixou marcas profundas nos sobreviventes e nos familiares, que agora exigem respostas imediatas das autoridades competentes sobre as circunstâncias que levaram ao desastre.

Perícia técnica e os fatores determinantes do acidente

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As investigações conduzidas pela Polícia Científica trouxeram elementos cruciais para a compreensão da dinâmica do acidente. De acordo com os levantamentos preliminares das autoridades periciais, o caminhão boiadeiro estava completamente imobilizado sobre a pista de rolamento no momento da batida. O fator agravante foi a ausência de uma sinalização de advertência adequada por parte do condutor da carreta, o que impediu o motorista da van de visualizar o obstáculo a tempo de evitar o impacto.

A Polícia Civil do Estado de Goiás instaurou um inquérito formal para apurar as responsabilidades criminais e administrativas. Ambos os motoristas foram submetidos ao teste de alcoolemia, e os resultados apontaram negativo para o consumo de álcool. Outro fator que pode ter contribuído para a colisão foi o relato de que a visibilidade do condutor da van estava severamente comprometida no instante do impacto, devido ao uso de farol alto por um veículo que trafegava na direção oposta.

Irregularidades no transporte e desdobramentos legais

À medida que as investigações avançam, novos desdobramentos apontam para falhas que vão além da negligência na pista. Órgãos reguladores identificaram sérias irregularidades administrativas na documentação da van envolvida no acidente. O veículo utilitário não possuía a autorização legal exigida para a execução do transporte escolar regular de passageiros, operando fora dos padrões de segurança determinados pela legislação vigente.

Diante do cenário de dor, o foco das autoridades se divide entre o amparo às famílias e a busca por justiça. O processo investigativo continuará analisando os laudos periciais para determinar o peso de cada fator — desde a falta de sinalização do caminhão e o ofuscamento dos faróis até a clandestinidade do transporte — na linha de responsabilidade desse trágico evento que marcou a história de Goiás.

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