A pequena Esther Gabrielly Alves Rosendo, de apenas dois anos de idade, faleceu na noite da última quarta-feira (11 de setembro), após enfrentar uma árdua batalha pela vida no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, na Paraíba. A criança estava internada na unidade de saúde desde o dia 28 de agosto, data em que sofreu um grave acidente doméstico na cidade de Ingá, localizada no Agreste paraibano. O caso, que comoveu a região, culminou em um desfecho fatal após a menina apresentar complicações clínicas severas decorrentes das queimaduras.
Conforme as informações prestadas pelo médico Gilney Porto, que acompanhou o atendimento à paciente, a criança chegou ao hospital com um quadro crítico: aproximadamente 60% do seu corpo estava atingido por queimaduras. Imediatamente após a admissão, Esther foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu cuidados intensivos especializados.
Durante o período de internação, a equipe médica realizou procedimentos de limpeza cirúrgica na região afetada, na tentativa de estabilizar o estado de saúde da menina. No entanto, o organismo da criança, debilitado pela extensão do trauma, não resistiu às intercorrências que surgiram ao longo dos dias.
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Complicações Clínicas e o Agravamento do Quadro
O óbito foi constatado às 19h40 do dia 11 de setembro. Segundo o doutor Gilney Porto, o falecimento foi resultado direto de uma sequência de complicações infecciosas que sobrevieram ao trauma original. O médico explicou que, por se tratar de um acidente causado por um agente externo — neste caso, a água fervente —, o corpo clínico acompanhou de perto a evolução das lesões. Infelizmente, a menina desenvolveu um quadro de infecção urinária e uma pneumonia (infecção respiratória), complicações comuns e extremamente perigosas em pacientes com grandes áreas do corpo queimadas, que comprometem severamente o sistema imunológico e a capacidade de recuperação da vítima.
O avô de Esther, em depoimento à TV Paraíba, narrou com dor a esperança que a família nutria durante as primeiras semanas de internação. Segundo ele, após dez dias sob cuidados intensivos na UTI, a pequena Esther apresentou uma melhora significativa em relação às queimaduras, o que permitiu sua transferência para a enfermaria.
Contudo, o otimismo foi interrompido por uma rápida deterioração em seu estado de saúde. A criança começou a manifestar sinais de anemia e agravamento do quadro respiratório, o que forçou o retorno imediato à UTI. Infelizmente, apesar de todos os esforços da equipe multidisciplinar do hospital, o estado de saúde da criança não se reverteu, culminando na perda irreparável.
A Dinâmica do Acidente e os Procedimentos Legais
O acidente que vitimou a criança ocorreu na residência da família no dia 28 de agosto. De acordo com relatos colhidos pela polícia junto aos familiares, o incidente aconteceu enquanto o padrasto de Esther preparava água quente em um caldeirão. Segundo a dinâmica relatada, o homem teria colocado o recipiente no chão e, ao se abaixar para apanhar um objeto, acabou colidindo com a criança, fazendo com que ela caísse acidentalmente dentro do caldeirão.
Imediatamente após o ocorrido, Esther foi socorrida e levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ingá, sendo posteriormente transferida para o Hospital de Trauma de Campina Grande, que possui referência no estado para o tratamento de queimaduras. Devido à natureza do óbito — um acidente com agente externo —, o corpo foi encaminhado para a verificação oficial das causas da morte, seguindo os protocolos legais necessários para casos que envolvem mortes traumáticas. A tragédia serve como um doloroso alerta sobre os perigos domésticos envolvendo crianças pequenas, ressaltando a necessidade de vigilância constante em ambientes onde há manipulação de líquidos ferventes ou objetos perigosos.